Braga Destaque

Animais. Desmantelado parque canino de Nogueiró

Redação
Escrito por Redação

O parque canino das Lameiras, localizado na rua Dr. Avelino Jesus Costa, em Nogueiró, foi esta manhã desmantelado por funcionários municipais, depois de várias queixas de moradores por causa do barulho dos cães e da falta de higiene. Um aviso de encerramento já tinha sido colocado anteriormente pelo executivo da UF de Nogueró e Tenões, depois de um abaixo-assinado de moradores. Esse aviso motivou outro abaixo-assinado, desta feita por parte dos utilizadores. A remoção do parque está a deixar irritada a comunidade afeta aos animais e os utentes que levavam os cães até àquele espaço, um dos mais utilizados da cidade de Braga.

Parque canino com hortas comunitárias

Em comunicado, o movimento cívico Braga para Todos aponta que foi enorme a “pressão de fechar face a queixas” de cerca de uma dezena de moradores de habitações ao pé do parque, que alberga também hortas comunitárias e um parque infantil. O movimento, em conjunto com o partido Nós Cidadãos, refere que o parque teve parecer positivo da DGAV, GNR, Provedor de Justiça, Delegado de Saúde e Ministério Público e “situa-se com uma distância aceitável das habitações, funcionando com horário onde o eventual ruído não viola a lei em vigor”. No entanto, isso não serviu para que alguns moradores não deixassem de ver as suas pretensões atendidas, com o desativar do parque durante a manhã desta segunda-feira.

“Viver em democracia significa trabalhar em prol de todos, ou sem utopias, em nome da maioria, na nossa ótica que já visitamos várias vezes o local, mesmo no verão onde a afluência é maior, nunca vimos nenhuma perturbação, pelo contrário os animais frequentadores estão todos de acordo com a lei em vigor e os seus donos são um exemplo para todas as pessoas que têm animais em Braga”, refere Elda Fernandes, porta-voz do Braga para Todos, vincando que vai pedir “um esclarecimento a Ricardo Rio”.

Elda refere que o parque representava “mais do que um espaço onde os canídeos podem correr”. “Representa a sua integração num meio onde as crianças aprendem a conviver com eles, a não ter medo e a saber entendê-los, cuidá-los e respeitá-los. Fechar o parque é negar mais uma oportunidade de a convivência com os animais ser considerada normal. E não podemos discordar mais com a forma como a edilidade gere o dinheiro público, deitando o dinheiro dos contribuintes literalmente ao lixo”, aponta 10 mil euros de investimento na altura da construção deste parque, em 2017.

Sobre a hipótese apontada dos utilizadores frequentarem um novo parque entretanto construído junto ao parque arbóreo de Fraião, Elda Fernandes não vê qualquer relação. “Queremos que fiquem os dois abertos, porque o dinheiro usado é público e não pode ser de forma nenhuma desperdiçado, principalmente quando falamos de 519 pessoas que querem continuar a ter este espaço”, aponta, referindo-se ao abaixo-assinado dos utilizadores.

“Deve uma câmara opor-se a uma junta de freguesia e ignorar a vontade de 519 pessoas a favor do mesmo, contra seis pessoas que não gostam de animais? Isto não é forma de governar uma cidade como Braga, hostilizar não é solução, nem o que se pretende para uma cidade tão promissora, não se podem fomentar interesses de outro caráter no exercício do poder político”, vinca.

Comentários

Acerca do autor

Redação

Redação