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Trabalho. Braval responde ao sindicato da função pública

Pedro Machado - Diretor Geral da BRAVAL (c) Mariana Gomes / Semanário V
Redação
Escrito por Redação

Na sequência da denúncia do sindicato nacional dos trabalhadores da administração local e regional, empresas públicas, concessionárias e afins (STAL) de que existem trabalhadores na empresa pública Braval a receber 380 euros mensais, a empresa de recolha de resíduos veio hoje a público acusar o STAL de atitude “irrefletida, tendenciosa, difamatória e provocatória”.

Segundo a Braval, que aponta ainda o dedo também ao Bloco de Esquerda, os tais trabalhadores são 22 que têm contrato a prazo, inicialmente admitidos em 2016 e que se tornarão efetivos no término desses contratos. Segundo a Braval, o valor apontado pelo STAL reflete-se em trabalhadores que estão inseridos em regime de part-time ou de 30 horas semanais e que o verdadeiro valor do ordenado será de 435 euros mensais.

“A Braval, tem no seu quadro 144 colaboradores, sendo 122 efetivos e somente 22 com contratos a prazo, colaboradores estes, que foram inicialmente admitidos em 2016 aquando da inauguração da TMB/CVO e que, se tornarão efetivos no término dos mesmos”, explica.

“A mentira dos referidos 380 euros mensais, que na verdade são 435 euros mensais, respeitam à proporcionalidade do ordenado mínimo nacional ajustado àquele número de horas. Lamentavelmente, ou intencionalmente, não foi referido que a este valor acresce o subsídio de alimentação de 6,91€/dia, que contrasta com os 4,77€/dia pagos pela maioria das empresas públicas, o que representa em média 145 euros mensais. No que respeita ao valor base, de referir que as atualizações salariais sempre foram feitas no passado, e atualmente só não têm ido mais longe devido às imposições legais dos últimos 9 orçamentos de estado”, esclarece a empresa.

Sobre o horário de trabalho, de 40 horas semanais e que a STAL pretende ver transformados em 35 horas como noutras empresas públicas de Braga, a Braval refere que a empresa está enquadrada no setor empresarial do estado, o que “no cumprimento estrito da legalidade está obrigada a um horário normal de trabalho de 40 horas semanais”.

“Em suma, a Administração da Braval, bem como os seus acionistas, repudiam o conteúdo e a forma como foram emanados os referidos comunicados, e estranham o seu timing, revelando segundas intenções, uma vez que recentemente foi iniciado um processo de elaboração de uma proposta de acordo de empresa, que visa resolver, junto da tutela, alguns destes problemas, indo ao encontro de algumas das pretensões dos nossos colaboradores, e que os referidos comunicados só visam criar entropias a este processo, no sentido de iludir os trabalhadores com futuras falsas vitórias”, refere.

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