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Vila Verde. Empresário assassinado mandava o sogro para a casota do cão

Carro da família foi levado pela PJ para Braga (c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

As perícias da Polícia Judiciária de Braga nas propriedades da família de António Ferraz, conhecido como Tone Carneiro, durante esta manhã já terminaram, apurou o Semanário V junto de fonte da Judiciária, podendo no entanto prolongar-se durante a tarde.

Os inspetores da PJ, em grande número, estiveram durante toda a manhã na residência da família, junto ao lugar de Candal, freguesia de Moure, em Vila Verde, tendo ainda efetuado algumas perícias no terreno que era propriedade da família, na freguesia da Loureira, junto à escola, também em Vila Verde.

Segundo apurou o V, a PJ recolheu provas e testemunhos que apontam para suspeitas em relação à viúva do empresário e a um filho, que estará emigrado em França de quem a PJ ainda estará a tentar localizar.

Já há algum tempo que esse assunto é falado em surdina por entre familiares e conhecidos da vítima mortal que apontavam um “temperamento violento” do empresário para com a família.

“A mulher agora até parece outra. Antigamente era uma escrava de trabalho, assim como os filhos”, disse um amigo da família ao Semanário V.

Há inclusive relatos, que seriam ditos pelo próprio empresário, de que terá humilhado algumas vezes o pai da viúva, seu sogro, chegando mesmo a obrigá-lo a dormir dentro da casota do cão.

Algumas dessas situações despertaram desconfianças por parte da PJ, que exclui quase no início uma hipótese anvaçada primeiramente de que se trataria de um ajuste de contes por causa de alegado tráfico de mulheres, que seriam depois exploradas em apartamentos que António Ferraz detinha em Braga.

Terá sido, alías, num desses apartamentos que a viúva foi detida pela PJ, depois de se ter mudado recentemente para a cidade de Braga.

Ao que o V apurou, a mulher encontra-se agora detida nos calabouços da PJ, em Braga, depois de ter passado a manhã a acompanhar as buscas e perícias da PJ, que passaram ainda pela viatura da família. Aquela polícia já desconfiaria do envolvimento de familiares desde o início.

A detida deverá conhecer as medidas de coação esta sexta-feira, devendo pernoitar nas instalações da PJ.

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Jornalista