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Ambiente. Este ano os “maios” só chegaram em junho

(c) Armando Carriça
Fernando André Silva

Não foi só o helicóptero de combate a incêndios que tinha previsão para chegar em maio e chegou em junho. Também as flores de giestas, os tradicionais “maios”, só começaram a despontar em grande força no início deste mês de junho.

Em diversos pontos do concelho de Braga, Amares e Vila Verde, é possível verificar que, em pleno junho, os “maios” vão ganhando cor e forma, isto depois de vários populares se terem queixado de que este ano não havia tantos maios para as habituais coroas e exposições.

A propósito deste assunto, o Semanário V falou com o engenheiro Luís Pedro, da Póvoa de Lanhoso, ligado às ciências agrárias, que refere “não acompanhar o fenómeno” mas, na sua óptica, o “atraso” do desabrochar dos “maios” pode dever-se ao clima.

“Não posso afirmar com certeza, mas uma das possibilidades deste atraso pode prender-se com o clima, uma vez que as plantas têm ciclos que se orientam pelas condições climatéricas, e não necessariamente por algum motivo particular”, aponta, explicando que “por exemplo, as fruteiras, estão a desenvolver-se com os calendários habituais”.

Ao Semanário V, o engenheiro acha pouco provável que este atraso se deva ao tão propagado aquecimento global, que, segundo Luís Pedro, tem sido propagado em demasia e num sentido um pouco de alarmismo.

“Para mim, o aquecimento global existe, mas não é nada do que pintam. Já se viveram outros momentos na História semelhantes, só que não havia o mesmo peso junto da sociedade”, explica, apontando que a comunicação social “tem privilegiado este tema”.

“É evidente que as taxas de carbono aumentam o efeito estufa mas isto do aquecimento global é um processo cíclico e não a calamidade que tanto anunciam”, vinca.

No entanto, segundo a World Wildlife Fund (WWF), associação ambientalista internacional, o “problema prende-se com o facto de, no último século, o ritmo entre estas variações climáticas ter sofrido uma forte aceleração e a tendência é que tome proporções ainda mais caóticas se não forem tomadas medidas”.

No cerne destas mudanças estão os chamados gases de efeito estufa, cujas emissões têm sofrido um aumento acentuado. O CO2 (dióxido de carbono) é o principal gás negativo desses designados de efeito estufa, e são consequência directa do uso/queima de combustíveis fósseis como o carbono, o petróleo e o gás com fins de produção energética.

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Fernando André Silva

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Jornalista