Cultura

Fotografia. Joaquim Lima expõe no Porto fotos do Euro’16

O conhecido fotógrafo Joaquim Lima, com estúdio em Vila Verde, está a preparar uma exposição com doze fotografias icónicas tiradas pelo próprio durante o último Euro 2016, realizado na França e onde Portugal se sagrou campeão europeu em Futebol.

Esta exposição está inserida no evento “Cine-Futebol Clube – 3.º festival de cinema e futebol”, que decorre de 29 a 30 de junho, no Hard Club, onde serão exibidos várias curtas e longas, documentários e filmes relacionados com o “desporto-rei”.

Quanto às fotografias de Lima, nada foi esquecido, desde a celebração de Éder no golo que deu a vitória na final sobre os gauleses ou momentos da lesão de Cristiano Ronaldo. São doze fotografias que “enchem de orgulho” o também foto-jornalista.

“Este convite por parte da organização enche-me de orgulho porque é sempre um reconhecimento do meu trabalho”, disse Joaquim Lima ao Semanário V.

É nosso interesse partilhar o trabalho dele

A organização está a cabo de vários jornalistas, e não só, ligados a publicações especializadas em desporto, como é o caso da SportTV ou da publicação digital MaisFutebol. O V falou com Sérgio Pires, da redação do portal do mesmo grupo da TVI, que explicou como surgiu o convite.

“Para além de fazermos a mostra de cinema, queremos trazer o máximo de expressão sobre o futebol em várias áreas e, no caso, já tínhamos tido exposições de fotografia e era nosso objetivo recuperar a vertente. Como houve disponibilidade do Joaquim Lima em trazer as fotos de 2016, tinha para nós todo o interesse mostrar estas imagens a um público que gosta de futebol e gosta desta vertente artística e informativa. Era nosso interesse partilhar o trabalho dele”, diz.

O jogo dos oitavos vai fazer parte do programa.

Esta mostra ainda é muito recente, diz Sérgio, contando que começou em 2016 depois de quatro jornalistas terem chegado à conclusão que tinham a mesma ideia em relação à criação dum evento deste tipo em Portugal.  “Já tinhamos visto em Barcelona, e estes festivais ocorrem um pouco por todo o lado, mas queríamos fazer algo semelhante em Portugal”, refere Sérgio, explicando que são “sete pessoas, cinco dos quais jornalistas, responsáveis pela organização”.

Evento tem crescido em qualidade dos filmes, divulgação e espaço

A edicão que estreou o festival, em 2016, é diferente da deste ano. “Estamos muito mais adiantados, não só em termos de divulgação mas em termos de organização”, garante Sérgio.

“O espaço é maior e os filmes têm uma qualidade maior. Se na primeira edição era difícil entrar em contacto com as pessoas porque não havia qualquer registo para trás do nosso trabalho, agora, com duas edições, é mais fácil explicar e mostrar como correram as outras edições e chegar ao contacto om os produtores e realizadores, e, no caso, quanto maior a exigência, mais dificil é ter determinados filmes. Mas já temos nesta edição filmes premiados que estiveram noutros festivais. Não somos propriamente uma máquina com capacidade para pagar valores muitos elevados mas a nossa seleção deste ano tem outra qualidade”, refere, explicando anda o objetivo do festival.

“O objetivo é criar este tipo de público, porque futebol e cinema têm uma popularidade enorme. Mesmo não sendo daqueles filmes para massas, acaba por atrair muita gente”, explica, revelando um pouco do cartaz.

“O cartaz é muito melhor que em outros anos mas este ano o critério foi mais apurado. Achámos que só o que valia a pena é que seria exibido. Há vários filmes interessantes e o cartaz tem uma lógica. Na noite de sábado, depois do jogo de Portugal, temos uma curta de ficção “Bagdad Messi”, filme com mais de 60 prémios, sobre um rapaz que não tem uma perna e, no meio da guerra do Iraque, inspira-se no Messi para jogar com os amigos e obriga o pai a ir comprar uma televisão para ver os jogos da Argentina”, conta, revelando uma surpresa feita a meias entre o conhecido músico/apresentador/ativista Jel e o realizador de vídeos Guilherme Cabral.

“Temos depois um documentário, que é uma longa, com realizadores portugueses e filmada em Marrocos, chamada ‘Dia de Jogo’, onde um grupo de crianças cria uma associação de futebol inspirada no Cristiano Ronaldo”. Os realizadores vão estar presentes.

Em cartaz estão também outros filmes que acabam por mostrar o sentido do futebol em períodos de conflitos bélicos ou regimes ditatoriais, como é o caso de um documentário sobre a seleção da Coreia do Norte em 1966, ou a história de dois inimigos na guerra do Líbano que se juntam pelo futebol.

“Os filmes passam muito por conflitos bélicos, curtas, longas, animação, de diferentes origens como Cuba, Itália, Polónia… tentamos criar um cartaz com sentido”, finaliza.

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