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Governo toma posse administrativa de terreno para construir rotunda na Loureira

Fernando André Silva

O anúncio foi feito por Pedro Dias, presidente da Junta da Loureira, na sequência das questões ontem levantadas em Assembleia Municipal sobre a calendarização da construção de uma rotunda na EN 101, na freguesia da Loureira.

Ontem, em resposta ao deputado Filipe Lopes (PSD), António Vilela disse que não havia calendarização para a construção da rotunda e que as negociações entre Infraestruturas de Portugal e o proprietário de um terreno situado do lado direito da estrada, depois do cruzamento, direção a Soutelo, falharam. O edil referiu que o próximo passo poderia ser a posse administrativa do terreno, vulgo expropriação.

Na sequência da notícia publicada pelo Semanário V, o autarca da Loureira contactou o nosso jornal referindo que a posse administrativa já está em curso e que deverá ocorrer até dia 1 de julho.

“As IE já tinham enviado um ofício a revelar a posse administrativa até dia 1 de julho, de parte do terreno, para usufruto do Estado para a construção da rotunda”, diz Pedro Dias, apontando ‘armas’ à IE, dizendo que o proprietário “não tem culpa nenhuma do que se está a passar”.

“O proprietário nem sequer foi avisado de que iria ser expropriado daquela parcela de terreno e isso não faz qualquer sentido. Acho que as IE não agiram bem nesta situação e avisaram muito em cima da hora”, explica Pedro Dias, apontando “muita calma e cooperação” por parte do proprietário.

“O dono do terreno tem tido uma prestação muito positiva, mas acho que não chegaram a acordo por causa dos valores”, diz o autarca. Desta forma, o proprietário acaba por ter de aceitar o valor indicado pelo Governo para a cedência de parte de um terreno para a construção da rotunda.

“Vão ter que morrer ali mais pessoas?”

Apesar do passo dado em relação ao ofício da expropriação, Pedro Dias mantém-se indignado com o atraso das obras da rotunda e teme que a calendarização apontada para a construção dos passeios não seja realizada na data apontada – setembro.

“É preciso que olhem para nós e que assumam aquilo a que se comprometeram”, diz, referindo-se à empresa estatal. “O primeiro prazo, da rotunda, era março. Já estamos no final de junho e não vejo as coisas a seguirem um rumo correto. Fez-se muito barulho quando aconteceu ali uma desgraça no início do ano mas agora parece que já não é importante, vão adiando, adiando, as coisas arrastam-se”, lamenta, deixando a questão: “Vão ter que morrer ali mais pessoas?”.

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Jornalista