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Intervenção de cidadã põe Vilela a revelar os planos para a Vila de Prado

AM de 28 de junho 2018(c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

A última Assembleia Municipal de Vila Verde, realizada na noite da passada quinta-feira, teve uma intervenção fora do planeado pelos habituais intervenientes. Fátima Queirós, cidadã da Vila de Prado, subiu ao palanque e deixou algumas questões a António Vilela, que foram respondidas.

A pradense, que diz lá não ter nascido, mas onde vive há 40 anos, questionou o presidente da Câmara de Vila Verde relativamente aos jardins junto à ponte antiga, recordando as duas palmeiras que foram removidas sem que nada tivesse sido plantado em seu lugar. “Está lá uma roseira e umas ervinhas, mesmo bom para pôr ovelhinhas a pastar”, ironizou a pradense, levantando ainda algumas críticas à requalificação do Largo de São Sebastião.

“Como classifica a obra do famoso campo da feira, senhor presidente”, começou por atirar Fátima Queirós, chamando ao novo quiosque um “mamarracho”. “Enquadra-se bem naquele espaço que parece nem ter sido alvo de um estudo paisagístico prévio porque instalar aquele quiosque não tem pés nem cabeça. Não protege nada quando chove, ainda nem tem luz… não sei o que está lá a fazer”, diz, criticando ainda o “balde do lixo municipal” em frente ao posto da Galp.

Fátima Queirós apontou depois armas aos pisos da vila. “Não se consegue fazer dois metros sem meter as rodas num buraco”, “as rotundas, onde deveria ter flores, estão cheias de mato”, falando ainda das “obras inacabadas” na praia do Faial, relembrando que aquele local se prepara para receber “muitos atletas internacionais e alguns olímpicos”, apontando falta de eletrificação e sistemas de rega, pedindo ainda mais casas de banho.

António Vilela na dúvida se dava resposta

O presidente da Câmara respondeu às questões da pradense, levantando-se logo após a intervenção desta, referindo inicialmente que ficou na dúvida sobre “se haveria ou não de responder”. “Se respondo, sou acusado de fazer política, se não respondo, sou acusado de nada dizer”, queixou-se o edil, apontando “falta de atenção” à cidadã autora da intervenção anterior.

“Com todo o respeito, digo que está com falta de atenção porque a Vila de Prado está a ser objeto de uma transformação profunda, mesmo que nem todos gostem de amarelo”, apontou Vilela, dizendo que “os projetos do largo foram entregues a um arquiteto de Prado que conhecia bem o território e tinha linhas arquitetónicas definidas e uma forma própria de agira. “Goste-se ou não se goste, a verdade é que não tem nada a ver com o que lá estava. Está muito melhor”, garante o edil, dizendo que “Prado melhorou muito”.

“Podemos até questionar se ali é o local indicado para a feira semanal ou se o abrigo ou o quiosque deviam estar ali ou não, mas havia um histórico e um compromisso com aquelas pessoas e de facto tem utilidade naquele local”, disse Vilela.

Edil diz “o que falta fazer em Prado”

António Vilela diz que há três coisas essenciais para a Vila de Prado que estão em curso, que era a requalificação do largo Comendador Sousa Lima, a requalificação do espaço junto à ponte de Prado, que, segundo Vilela, já tem um projeto definido, falando ainda de “uma renovação urbana” em toda a vila que passa pela ecovia.

“Essa renovação passava pela requalificação do campo da feira, a melhoria da praia do Faial e a ligação entre o Faial e a ponte de Prado, que já está aprovada pela APA”, revela o edil, dizendo que falta “um pequeno passo” para cumprir os desígnios que a Câmara e a antiga e nova junta apontaram para a vila.

“Temos a ecovia do Cávado aprovada, desde o Faial até ao Mirante e depois do Mirante até Porto Carrero em Soutelo. Esperamos que as pessoas de Prado não sejam obstáculo a essas concretizações”, diz, referindo-se à necessidade de expropriação de terrenos junto ao Cávado, como já noticiado pelo Semanário V.

Sobre a praça junto à ponte, Vilela diz esperar um parecer da Direção Geral da Cultura e das Infraestruturas de Portugal para iniciar o projeto que contempla algumas alterações. O edil garante que os trabalhos vão ser acompanhados por um especialista no ramo da arqueologia e da história, fazendo uma intervenção entre a ponte e o largo de São Sebastião. Segundo o edil, essas obras vão permitir resolver o problema das vias que, confirma, “não se encontram em boas condições”.

“Estamos a ter Prado completamente de cara lavada e com a dignidade que a vila merece ter”, finalizou Vilela, encerrando os trabalhos da última AM, já perto da meia-noite.

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Jornalista