Braga

Associação quer criar estatuto de “cão comunitário” em Braga

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Escrito por Redação

O movimento de ação cívica Braga para Todos, apresenta preocupações com o aumento dos animais de rua em Braga e desafia o presidente da autarquia, Ricardo Rio, a mostrar que “Braga é uma cidade evoluída e pronta aplicar o que a lei nº 272016 não contemplou: a regulamentação do cão comunitário existente em alguns países da Europa, a par da permissão de alimentar de animais no espaço físico, apenas com ração seca, e o início do programa CED- Captura- Esterilização-Devolução”.

“Braga para Todos retoma o tema das politicas públicas de proteção animal, porque lamentavelmente, quem não tem voz caí rapidamente em esquecimento”, diz a porta-voz Elda Fernandes.

“Este executivo marca-se por muitas promessas e pouca concretização e Braga atravessa uma fase complicada referente ao número elevado de animais de rua, a dimensão reduzida do CROA leva a que este esteja sempre lotado, não há recolha de animais, e estes continuam a perpetuar uma reprodução descontrolada, logicamente isto é problemático em diversos ângulos: primeiro os ativistas alimentam os animais e isso não está previsto na lei, as associações não são detentoras de abrigos, nem têm verbas por parte da câmara logo subsistem de donativos e depois muitas pessoas, apesar de boas intenções dão comida humana aos animais de rua, que coloca em causa a salubridade das nossas ruas, nesse sentido apelamos ao atual edil que apresente o que já estava a ser preparado em setembro, um regulamento animal e ouse ir além, inovar e fazer uma cidade inclusiva ao aceitar o cão comunitário e ao permitir ser dado na rua ração seca aos animais”, diz o movimento.

O movimento, sabe que não consta na lei “ o cão comunitário”, mas acreditam ser esta a próxima luta a legislar e com regras, possíveis apenas através da legislação: “ O cão comunitário vive na rua, por norma sempre viveu, e lida de forma pacífica com presença humana, já é alimentado pelas pessoas, neste caso, pretendemos a sua inclusão no regulamento animal da Câmara de Braga e vamos com outras associações, partidos e grupos de ativistas trabalhar o tema a nível nacional, porque ele existe, mas pretendemos que seja regulamentado, e estes animais de certa comunidade disponham de cuidados médico-veterinários, como os animais do CRO, ou sejas esterilizados pela verba de cada município e dessa forma terão uma vida boa no habitat que sempre conheceram sem reprodução, logicamente não falamos de matilhas, mas aqueles animais habitantes de muitas freguesias já foram acolhidos pelas pessoas, mas legalmente podem ser retirados para ir para um centro de recolha. Fica a questão a Ricardo Rio: Se esta sempre foi a sua realidade, não será mais feliz na rua, onde tem várias pessoas a tratá-lo?”, remata, Elda Fernandes.

O Braga para Todos questiona ainda o porquê do programa CED destinado a gatos não ter arrancado. “Em Braga, ao contrário de Lisboa, onde o CED acontece há anos, aqui complica-se tudo, quer seja na burocracia, ou por outros aspetos que nos ultrapassam, mas não pode existir tanta inércia, quando diariamente surgem gatos mortos, magoados, doentes e novas ninhadas”, refere Elda.

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