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Desporto. Taekwondista de Braga mais perto dos Jogos Olímpicos

Fernando André Silva

Júlio Ferreira, natural de São José de São Lázaro, em Braga, venceu a medalha de bronze nos Jogos de Mediterrâneo, na modalidade de Taekwondo, que decorreu no final do mês de junho, em Tarragona, Espanha, ao serviço da Federação Portuguesa de Taekwondo.

O também finalista de arquitetura na Universidade do Minho, de 24 anos, tem os Jogos Olímpicos deTóquio (2020) em mira e a evolução tem sido notável, com a confirmação a surgir nesta importante competição que juntou alguns dos principais atletas da modalidade nos países mediterrânicos, alguns deles olímpicos.

Ao Semanário V, o bracarense, que em termos de clubes representa o SC Braga, explica que a competição “estava a um nível bastante alto”, e que o resultado obtido foi “muito importante” por demonstrar que, não só Júlio, mas toda a comitiva portuguesa, conseguiram recuperar da última prova, encontrando-se ao mesmo nível dos atletas dos restantes países.

“É importante uma vitoria destas, aliás, estivemos com a comitiva toda que deve participar nos jogos olimpicos e isso faz com que exista logo ali um espirito diferente. Esse estar com eles torna logo a nossa postura um bocado mais inpiradora e ter conseguido esta medalha foi um visualizar dos objetivos a que me proponho”; diz Júlio, que até derrotou o campeão africano na primeira prova.

“O primeiro combate foi com o campeão africano, estava a contar com dificuldades porque ele vinha com moral em alta, era estrela de Marrocos e começou muito bem. Apenas no terceiro round consegui dar a volta com uma combinação que me deu seis pontos. Marquei um ponto em baixo consegui marcar-lhe em cima enquanto se afastava, e como estava muito em cima sofreu mais uma falta e foram seis pontos em dois segundos que conquistei. Foi o ponto mais importante, marcar tantos pontos a um atleta tão alto”, conta Júlio Ferreira, que tem os Jogos Olímpicos como objetivo.

“Tentei nos últimos Jogos mas não consegui. Desta vez as coisas estão diferentes, estou mais experiente, a categoria é mais natural, aliás, neste momento já tudo me é mais natural. E é evidente que isso alimenta o meu sonho porque destes resultados, do Youth Grand Prix, os mediterraneos, começo a gnahar mais medalhas na categoria olímpica. Neste momento só me falta uma medlaha no campeonato do mundo e uma nos jogos olimpicos”, garante, deixando um apelo aos taekwondistas mais jovens para que sigam com a modalidade.

“Os taekwondistas mais novos têm de continuar a acreditar, olhar para os idolos e perceber o trabalho que dá para alcançar os objetivos nesta modalidade. É preciso viver a modalidade e não ser apenas um passatempo porque é necessário haver profissionais.

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Fernando André Silva

Jornalista