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Vila Verde. Obra da ciclovia revolta bombeiros

Fernando André Silva

A ciclovia urbana do concelho de Vila Verde ainda está em fase de construção e já está a causar polémica em vários pontos da vila. Depois de algumas críticas à via partilhada entre Loureira e centro de Vila Verde, desta vez é o próprio presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde (AHBVVV) que vem criticar o encurtamento da estrada que passa em frente ao quartel, depois de perceber que a nova infraestrutura vai “roubar” mais de um metro de espaço naquela via.

Ao Semanário V, o presidente diz mesmo que “não pensaram nos bombeiros quando elaboraram o projeto”. Carlos Braga diz que a rua em frente ao quartel é utilizada para vários fins por parte dos bombeiros, como por exemplo o abastecimento dos auto-tanques. “Na altura de incêndios, em que os camiões param várias vezes nesta estrada para abastecer, a via vai ficar demasiado curta para passarem dois carros”, atira Carlos Braga, apontando ainda um possível “caos” caso exista algum grande incêndio que mobilize camiões de vários pontos do distrito.

“Quando são incêndios de grandes dimensões, recebemos apoio de vários camiões e autotanques de fora do concelho, que também vão abastecer no mesmo local, em frente ao quartel. Se até agora tínhamos ali delineada a nossa faixa para estacionar os camiões e para os abastecer, agora, com a supressão de parte da outra via, vai gerar-se ali um caos que não vai ser fácil de resolver”, apontou o presidente.

O Semanário V falou com o engenheiro responsável pelo projeto da ciclovia, que confirma a supressão de mais de um metro de via, afirmando que foi sempre essa a ideia inicial do projeto. Jorge Pinto referiu ao V que é necessário entre a 1,20m a 1,30m para construir a ciclovia, e que essas medidas estão a ser utilizadas em toda a extensão do percurso, logo, na rua que passa em frente ao quartel, “não poderia ser diferente”.

Questionado sobre a situação dos autotanques que habitualmente estacionam junto ao quartel naquela via, o engenheiro lamenta e refere que a via vai continuar a ser de dois sentidos. “Até agora, dava para fazer esse estacionamento porque a via tinha espaço suficiente para passarem três carros em simultâneo. Agora vai ser uma via normal, com espaço para dois carros e quando existir esse estacionamento dos camiões, é óbvio que passa a ser um obstáculo na via, que terá de ser contornado pelo trânsito que circula”, refere, apontando esta medida como “importante” para o ordenamento do trânsito na vila.

“Dou o exemplo da rua dos Bombeiros [em frente ao Lidl] onde a via tem espaço para várias viaturas e onde hoje em dia estaciona-se em paralelo. Com a ciclovia, esse estacionamento em paralelo terá de deixar de existir, o que fará com que o trânsito naquela rua seja mais controlado”, explicou o engenheiro ao Semanário V.

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Jornalista