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Doentes esperam mais de sete meses por consultas de otorrino no Hospital de Braga

Agência Lusa
Escrito por Agência Lusa

O BE denunciou “atrasos e adiamentos sucessivos” nas consultas de otorrinolaringologia no Hospital de Braga, considerando a situação “inadmissível” pelo que questionou o Governo sobre que medidas pretende tomar para garantir o atendimento atempado aos utentes daquela unidade.

Numa pergunta hoje dirigida ao ministério da Saúde, os deputados bloquistas Pedro Soares, Moisés Ferreira e Jorge Falcato salientam que o Hospital de Braga, gerido em Parceria Publico Privada (PPP) com o grupo Mello Saúde, de acordo com o sítio na internet com os tempos médios de espera, “no dia 30 de novembro de 2017, havia 3.516 pessoas a aguardar atendimento de otorrinolaringologia no Hospital de Braga, sendo o tempo de espera de 216 dias, ou seja, mais de sete meses”.

Os bloquistas explanam que aquele “número avassalador acrescem ainda 59 doentes prioritários e 225 que aguardam atribuição de prioridade” e que “no que concerne a pessoas aguardando cirurgia de otorrinolaringologia, o cenário não é mais animador: a 30 de novembro de 2017, estavam 1462 pessoas a aguardar cirurgia, às quais acrescem 18 prioritárias e 4 doentes oncológicos, que teriam que aguardar respetivamente, 35 e 22 dias”.

Segundo aqueles números, refere o texto, “já em novembro de 2017 o Hospital de Braga se encontrava em incumprimento face ao tempo máximo de resposta previsto na legislação que estabelece em 150 dias o tempo máximo de resposta para consulta”.

“Não se compreende nem se pode aceitar esta situação. O Hospital de Braga tem que obrigação de prestação de cuidados aos utentes. Não é aceitável que os utentes estejam meses a guardar a marcação de consultas que são sucessivamente adiadas”, salientam os três deputados.

Como exemplo, os parlamentares apontam o caso de um utente que “tinha consulta marcada para maio de 2018, sendo que a consulta foi adiada não tendo sido remarcada” e que “quando a pessoa contactou o hospital, foi-lhe dito que não havia previsão de marcação de nova data, tendo-lhe sido sugerido que se dirigisse ao serviço de urgência se a situação se complicasse”.

Outro exemplo apontando refere-se a uma utente que necessita realizar uma ressonância magnética para ser analisada na consulta de otorrinolaringologia: “A consulta foi sucessivamente desmarcada. Contactado o serviço de imagiologia onde a ressonância também ainda não foi agendada, foi-lhe dito que a marcação só era efetuada após a consulta de otorrinolaringologia estar marcada”, explica o comunicado.

Assim, os deputados bloquistas questionam o Governo e o gestor da PPP têm conhecimento dos atrasos no serviço de otorrinolaringologia e “que medidas foram ou estão a ser desencadeadas” para fazer face aos atrasos.

O bloco quer ainda saber “quantas pessoas aguardam atualmente consulta no serviço de otorrinolaringologia” e “quantas já ultrapassaram o tempo máximo de resposta garantido”.

Entre outras questões, o Bloco de Esquerda pergunta ainda o ministério de Adalberto Campos Fernandes “quantos otorrinolaringologistas deveria ter o serviço de otorrinolaringologia” e “quantos tem atualmente”.

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