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RC6 de Braga. Militares em missão no Afeganistão não foram esquecidos

(c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

O efetivo de militares do Regimento de Cavalaria n.º6 do Exército Português presente em Cabul não foi esquecido pelo comandante daquela força, elogiando as capacidades técnicas e táticas dos homens que asseguram a segurança no aeroporto internacional de Cabul.

Durante as cerimónias do 309.º aniversário da cavalaria portuguesa, que decorreram em Braga, sede do regimento 6, o comandante José Graça Talambas recordou o “efetivo significativo” grupo de 160 elementos do exército que partiram deixando uma saudação aos familiares presentes na cerimónia que decorreu ontem nas instalações do RC6, em Braga.

“Já no passado mês de abril, partiu para o Afeganistão a 1.ª Força de Reação Rápida portuguesa, com a missão de contribuir para a segurança do aeroporto internacional de Cabul, no âmbito da Operação Resolute Support da NATO, que contou com um efetivo significativo do Regimento de Cavalaria 6. Permitam-me que saúde os seus familiares aqui presentes, reafirmando a total disponibilidade e o apoio incondicional do Regimento”, começou por dizer José Graça Talambas.

“Gostaria ainda de saudar e transmitir o nosso apreço aos militares do Regimento atualmente em Cabul, uma missão com relevância e características próprias, exigindo elevadas competências pessoais, técnicas e táticas. A qualidade, a competência, o profissionalismo e dedicação ao serviço dos militares do RC6, a par com a experiência adquirida no levantamento e aprontamento de 14 Forças Nacionais Destacadas, dão-nos a garantia que esta será mais uma missão cumprida com sucesso. Continuação de boa missão e que regressem em segurança”, desejou o comandante.
Esta missão assinala o início da participação de Portugal na “Resolute Support Mission”, marcando o regresso do Exército Português a uma missão no Afeganistão com uma força de grande dimensão.

São seis meses de missão para 160 militares de regimentos do exército provenientes de Braga, Viseu e Vila Real em prol da “afirmação de Portugal, através do contributo para a segurança coletiva, com o envio destes militares, depois dos mais de 2000 militares que foram projetados para aquele país entre 2002 e 2014”, como referiu o General Rovisco Duarte, do Exército Português.

Na capital afegã, localizada a 1.800 metros de altitude, o contingente português está às ordens de um general norte-americano, no âmbito de uma missão da NATO que envolve 39 países.

Em Cabul, os três pelotões da força de reação rápida do contingente português têm como missão garantir a segurança junto às gares das aeronaves e da entrada e saída de entidades do aeroporto, bem como assegurar os abastecimentos dos aviões.

O cenário de país é de extrema instabilidade depois de, pelo menos 36 pessoas, entre elas 30 crianças terem morrido poucos dias da chegada do contigente português, após um bombardeio da força aérea do Afeganistão na província de Kunduz, no norte do país, que também deixou 71 feridos, diz um relatório sobre o incidente apresentado pela missão da ONU no Afeganistão.

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Jornalista