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Assembleia Municipal de Braga é notícia na Ucrânia. E destacam os comunistas

O missionário ortodoxo Basil Bundzyak (centro) na AM de Braga
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Escrito por Redação

A Assembleia Municipal de Braga aprovou por maioria o reconhecimento como “genocídio” do período da grande fome na Ucrânia durante a reforma agrícola comunista nos países da antiga União Soviética.

A moção, de nome “Apoio à Ucrânia e aos Ucranianos residentes em Braga”, veio do deputado João Granja (PSD) e visava expressar a sua solidariedade com o povo ucraniano e reconhecer o genocídio que terá vitimado cerca de sete milhões de ucranianos nos anos de 1932 e 1933,na Ucrânia.

João Granja apresenta moção pró-ucraniana

A aprovação do município vem depois de já 15 países terem reconhecido esse período, conhecido como “Holodomor”, como “genocídio do povo ucraniano perante o governo soviético”. Entre 1929 e 1932, morreram milhões de ucranianos étnicos, chegando a haver relatos de canibalismo.

“Esta é uma decisão importante para melhorar a imagem positiva da Ucrânia em Portugal. É também um contributo para o desenvolvimento de relações entre comunidades e mais um passo para a integração ucraniana na União Europeia”, disse o padre Vasily Bunjaku, que lidera a igreja ortodoxa ucraniana em Portugal desde 2003 e esteve presente na AM, em Braga.

O missionário ortodoxo Basil Bundzyak (centro) na AM de Braga

A moção foi aprovada com votos favoráveis do PSD, PS, CDS e PPM¸ votos contra do PCP e abstenção do Bloco de Esquerda.

O reconhecimento na AM de Braga foi notícia no jornal “Voz da Ucrânia” que deu destaque ao PCP, dizendo que “os comunistas votaram contra”. A notícia foi depois replicada em vários meios de comunicação ucranianos.

A moção visava também saudar a “excelente integração da comunidade ucraniana de Braga”.

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