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Património. Cinema São Geraldo devolvido a Braga

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Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Esquecido há mais de 20 anos, o primeiro cinema da cidade de Braga vai reabrir como um espaço Media Arts, no contexto da candidatura de Braga a Cidade Criativa da UNESCO, precisamente na área das Media Arts.

Os planos para a requalificação do antigo cinema São Geraldo foram apresentados numa reunião na passada segunda-feira e o principal objetivo é torná-lo o mais multifacetado possível.

O projeto de reabilitação e ampliação do cine-teatro São Geraldo passou por quatroensaios, no qual foram analisadas todas as possibilidades, de forma a encontrar a melhor solução possível para o espaço, de forma a devolver as suas características originais, incluindo o cinema.

Cláudia Leite, administradora executiva do Theatro Circo, está a acompanhar o processo e explica que “foi solicitado pelo Município, aquando daintenção de requalificação do São Geraldo, que houvesse um primeiro ensaio daquilo que podia vir a ser a restruturação do espaço e que  permitisse, por um lado, responder às valências necessárias, que já foram identificadas no contexto da Cidade Criativa, mas, também, dar resposta às necessidades levantadas pelos agentes culturais”.

Este primeiro estudo foi desenvolvido numa perspetiva de perceber “que tipo de valências o espaço poderá albergar, se seriam possível em termos estruturais, que impacto é que isso iria ter a nível do orçamento e pensar logo nas diferentes soluções possíveis”, acrescenta Cláudia Leite.

Um dos grandes objetivos, no processo de reabilitação, era dar lugar a uma planteia em pé e uma plateia sentada. A primeira versão da requalificação oferecia uma plateia inclinada com 344 lugares sentados e um balcão, já existente, com 192 lugares. Numa segunda versão, o número de lugares sentados aumentou para 422 e, com a implementação de uma plateia plana, com bancada retrátil, o número de lugares em pé chegava aos 750. A terceira versão diminuiu os lugares sentados, para dar lugar a uma sala media arte. A versão número 4 do processo oferece a solução mais viável, com 422 lugares sentados e uma bancada retrátil que permite abrir o espaço para 750 lugares em pé. Além disso, foi implementada uma sala media arte na cobertura do edifício.

Neste estudo prévio foi necessário pensar no que é que o espaço pode trazer á cidade, como é que ele se insere no sistema cultural da cidade, nomeadamente no que diz respeito às media arts. “O trabalho envolvia fazer um diagnóstico local, perceber quais eram as espectativas, ao que é que este espaço poderia corresponder. Cada vez mais estes espaços podem abrir portas a novas possibilidades, a novas dinâmicas”. Um dos grandes objetivos é permitir à cidade competir com o Porto e Lisboa.

Do edifício inaugurado em 1950, vai manter-se a história de “um espaço carregado de memórias” e o nome que caracteriza a sua identidade. Pretende ser um espaço ligado à criação que “conjuga a cultura, educação, economia, conhecimento, ciência/tecnologia e a inovação”, um local renovado, no largo Carlos Amarante, que dignifique a cidade dos Arcebispos.

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Jornalista