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Braga. Fecho de três balcões provoca “serviço desgraçado” na ‘Caixa’ da Av. da Liberdade

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Escrito por Redação

O vereador da Câmara de Braga eleito pela CDU, Carlos Almeida, denunciou esta manhã longas filas de espera na agência da Caixa Geral de Depósitos situada na Avenida da Liberdade, para onde foram reencaminhados os clientes do antigo balcão em São Vicente.

Depois do encerramento de três balcões da CGD na cidade de Braga já no final do mês de junho [Celeirós, São Vicente e Gualtar], milhares de clientes têm agora que recorrer a outro balcão, havendo uma grande adesão ao da Av. da Liberdade.

Segundo o deputado, agora o “povo paga duas vezes – pelo mau uso do dinheiro público injetado no banco e pelo serviço desgraçado que lhe é prestado”.

“Parabéns à administração da CGD e ao Governo pela estratégia. Não venham ao mundo real, não…”, finaliza o deputado publicando uma fotografia da agência da Av. da Liberdade tirada durante esta manhã.

Fecho do balcão de Celeirós prejudica 1/3 do parque industrial

No entanto, é em Celeirós que a economia local sofre um rombo difícil de superar. O alerta foi dado por Cristina Lago, porta-voz da Junta de Freguesia de Celeirós, Aveleda e Vimieiro, durante um protesto levado a cabo pelo PCP, em frente aquele balcão, em Celeirós, antes de o mesmo ter fechado.

Ao Semanário V, Cristina Lago apontou para “cerca de 35%” o número de empresários daquele parque que têm conta naquela agência e que vão ser prejudicados quer em termos de tempo, caso se mantenham, quer financeiros, caso tenham de mudar de banco.

Cristina Lago refere mesmo que o balcão mais próximo, em Maximinos, está situado num local onde é muito difícil de encontrar estacionamento, o que se irá tornar em outro quebra-cabeças para os empresários.

Presente na ação de protesto, o vereador da Câmara de Braga eleito pela CDU, Carlos Almeida, mostrou-se também contra o encerramento deste e dos outros balcões do concelho.

“Por norma são as populações mais distantes do centro das cidades que têm sido vítimas destes encerramentos como é o caso de Gualtar, Nogueiró, e agora Celeirós”, aponta.

“Também o encerramento da de São Vicente, apesar de estar no centro da cidade, vai trazer problemas, porque as pessoas vão ser movimentadas para o balcão da Av. da Liberdade, mas esse vai ficar ainda mais sobrecarregado, algo que já acontece ainda sem a mudança”, diz Carlos Almeida.

Na última Assembleia Municipal, realizada esta segunda-feira, a moção da CDU para que seja evitada o encerramento da CGD foi aprovada por unanimidade e pelo executivo municipal, e deverá ser entregue à administração daquele banco e ao Governo.

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