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Fábio Pimenta. Revenda tem um novo craque na moto-quatro

Fábio Pimenta (c) Luís Ribeiro / Semanário V
Fernando André Silva

Fábio Pimenta, de 26 anos, levou mais longe a paixão de condução de moto-quatro, tendo vencido a última prova que participou, em Cabeceiras de Basto, onde conduziu durante 1h33 minutos.

Natural do lugar de Revenda, em Travassós, concelho de Vila Verde, este comerciante na área da indústria alimentar é conhecido pelos longos e exaustivos passeios no motociclo pelos montes do concelho, sendo também presença ativa na prova de Pico de Regalados, desde a sua origem.

“Comecei a andar de moto aos oito anos, com o meu pai. Entretanto ele começou a andar também de moto-quatro e deixou-me dar umas voltas. Depois disso, nunca mais larguei o bichinho”, conta Fábio ao Semanário V, revelando que é mesmo “uma paixão”.

“Ainda tentei mudar para as duas rodas mas já estava com o moto-quatro entranhado em mim e nunca consegui mudar”, diz ainda, orgulhoso da Suzuki LTR 4.5 que o tem levado aos pódios em todas as provas em que já participou.

“Na minha estreia, em 2014, no Pico, terminei logo em segundo lugar da minha classe [promoção], e nos anos seguintes também consegui subidas ao pódio”, revela o piloto que venceu em Cabeceiras de Basto no mês de junho, a primeira prova de resistência em que participou.

“Foram uma hora e trinta e três minutos a correr”, diz Fábio, orgulhoso pelo resultado. “É sempre um orgulho sermos reconhecidos depois do trabalho que temos. Estas provas de resistência não são nada fáceis, e o início é sempre difícil, mas depois de nos habituarmos ao cansaço, e com calma, conseguimos terminar”, explica o piloto que, nessa prova, ultrapassou mais de 20 pilotos até terminar no lugar mais alto do pódio.

Em termos de competição, Fábio não participa em nenhum campeonato oficial, mas gostava de entrar em todas as provas no Nacional TT. “Infelizmente não há ‘cash’ para conseguir manter no campeonato. É um desporto que fica muito caro, especialmente no que toca à manutenção da mota”, lamenta.

“Já pensei em tentar arranjar patrocínios,mas não é fácil, a vida não está fácil para toda a gente”, argumenta, dizendo que “sem ajudas” é impossível. “Gostava de fazer a época completa, acho que conseguiria uma boa prestação, não digo ser o melhor, mas deixar uma boa impressão minha e até de Vila Verde”, conta o piloto que nunca teve quedas aparatosas.

“Quedas? Tive várias, mas só sofri arranhões. A única vez que parti alguma coisa [uma perna] foi a jogar futebol com os amigos”, recorda, entre risos. “De resto é preciso preparação física, como ginásio, mas sobretudo andar de mota. É ir andando que acabámos por ganhar experiência e, claro, entrar em competições”, conta, lamentando, no entanto, que haja poucas no distrito de Braga.

“A nível de motas, o nosso distrito é muito pobre. Os carros ainda disfarça, mas para motas, mesmo em termos de pistas, é tudo muito limitado. As provas realizam-se mais no sul do país, o que obriga a outro investimento, especialmente com as deslocações”, aponta, garantindo que “Vila Verde gosta de motas”.

“Nas provas do Pico de Regalados a pista enche-se de público entusiasmado com as provas. Isso demonstra que Vila Verde pode muito bem ser um dos locais do distrito onde se privilegia a condução de motos”, finaliza.

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Jornalista