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Vila Verde. PS aprova empréstimo mas diz que a Câmara não sabe fazer contas

Redação
Escrito por Redação

Foi esta manhã aprovado por unanimidade em reunião de executivo camarário o empréstimo de cerca de 3,2 milhões de euros para comparticipar obras no concelho de Vila Verde com fundos europeus, na sequência da proposta do banco da união europeia (BEI) e da Associação Nacional de Municípios Portugueses.

No entanto, os vereadores do Partido Socialista (PS) acusam o executivo do Partido Social Democrata (PSD) de fazer contas erradas e de pedir um empréstimo com mais 600 mil euros do que o valor necessário.

“Infelizmente, a gestão da câmara continua em roda livre”, disseram os socialistas no final da reunião, garantindo ter analisado os documentos e concluído que o empréstimo tem a mais 600.000 que o adequado.

“Votamos a favor do empréstimo porque não somos um entrave à realização das obras mas fizemos uma declaração de voto a alertar para este erro grosseiro, já que o tribunal de contas fiscalizará o mesmo e poderá obrigar a câmara a corrigi-lo”, dizem os socialistas em comunicado assinado pelos três vereadores, dizendo que “este processo ilustra muito bem a falta de rigor da câmara na gestão do município”.

Na análise explanada pelos socialistas, estes denunciam que “a câmara fez contas tendo em conta o valor da candidatura e não do valor já contratualizado”, dizendo que as obras são apontadas a ter um custo total, já adjudicado, de 11,1 milhões de euros, deixando 2,6 milhões de euros que não são comparticipados pelos fundos europeus. Será esse valor que o município pretende contrair num empréstimo do banco europeu.

“A pergunta que se impõe é: porque foi apresentado um empréstimo de 3,2 milhões de euros e não com o valor de 2,6 milhões de euros?”, questionam.

PS diz ainda que o PSD não sai de uma gestão que “passa pelo endividamento”

O empréstimo solicitado ao BEI permite cobrir a vertente destinada à autarqui de algumas das obras importantes que já estão em curso, como a requalificação das escolas de Vila Verde e Vila de Prado, a ciclovia, a requalificação da antiga adega ou o saneamento, e que são em grande parte financiadas por fundos europeus.

Os socialistas alertam, no entanto, que a grande maioria das obras apresentadas “para fundamentarem o empréstimo pretendido foram sujeitas a visto prévio do Tribunal de contas porque a autarquia demonstrou ter meios financeiros próprios para satisfazer os volumes de despesas que as mesmas acarretariam. (…) Ou seja, não haveria necessidade de contrair este empréstimo”, diz o PS.

“Constata-se, por isso, que este executivo não consegue sair de uma gestão que passa pelo endividamento”, vincam.

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