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ARS sublinha “melhoria significativa” no acesso a consulta no Hospital de Braga

Fachada do Serviço de Urgências do Hospital de Braga / DR
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Escrito por Redação

A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) afirmou hoje, em comunicado, que em 2017 e 2018 se registou uma “melhoria significativa” do tempo médio de espera para primeira consulta no Hospital de Braga.

Segundo a ARS Norte, a melhoria resulta do facto de em cada um daqueles dois anos terem sido contratualizadas 130 mil primeiras consultas, um volume “significativamente superior” ao dos anos anteriores.

A ARS Norte vinca a sua “convicção” de que a manutenção em 2018 do volume de consultas contratualizado “permitirá continuar o percurso de melhoria do acesso da população à consulta externa.

Lembra que as primeiras consultas são as que determinam o acesso dos utentes aos cuidados prestados pelo Hospital de Braga.

“Não há qualquer razão para que os tempos de resposta do Hospital de Braga se agravem, esperando-se antes a continuação do processo de melhoria que tem vindo a acontecer”, lê-se ainda no comunicado.

A ARS Norte reagia, assim, a uma notícia hoje publicada num jornal de Braga [Diário do Minho] segundo a qual o Hospital de Braga poderá ter de cortar mais de 62 mil consultas externas em relação às realizadas em 2017, face à contratualização da produção validada pelo Governo para 2018.

De acordo com o jornal, o número de consultas externas médicas em 2018 no Hospital de Braga não pode ir além das 390.390, enquanto em 2017 o mesmo hospital realizou 452.552 consultas.

A ARS Norte explica que a produção hospitalar é sempre contratualizada por acordo entre as partes e que, em 2018, o valor global da produção contratualizada com o Hospital de Braga foi de 152,1 milhões de euros, mais cerca de 4 milhões comparativamente com 2017.

Diz ainda que aquele hospital realizou, em 2017, 139.500 consultas, mais 9.500 do que o volume contratado.

Sublinha que a realização de mais consultas que as contratadas é “uma situação normal nos hospitais, dado o facto de nem todas serem elegíveis para pagamento, o que permite às unidades hospitalares, com vista ao cumprimento da produção contratada, realizarem ainda mais”.

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