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Junta de Prado: “Ciclo biológico das árvores estava a chegar ao fim”

Redação
Escrito por Redação

A Junta de Freguesia da Vila de Prado veio hoje a público esclarecer o motivo do abate de cinco árvores [tílias] no Largo Comendador Sousa Lima, junto à antiga ponte que atravessa o Cávado.

Em comunicado, aquela autarquia adianta que o corte das árvores foi motivado por as mesmas “estarem simplesmente podres” e foi levada a cabo por um privado [família do Comendador Sousa Lima] que detém aquele espaço, embora esteja ocupado com infraestruturas públicas e atravessado por estradas municipais.

A autarquia fala ainda de uma “tentativa de politizar” o abate das árvores, sendo esse, segundo a junta, um “ato normalíssimo de gestão privada”. “Comentários irónicos sobre interesses ocultos (…) ou da possibilidade de construções naquele local, francamente, não merecem mais do que um simples lamento”, refere a junta.

Na última Assembleia Municipal de Vila Verde, conforme noticiou o V, o presidente da Câmara, questionado por uma habitante pradense, indicou que havia planos do município para reordenar aquele largo, não adiantando na altura mais pormenores, algo que acabou por motivar desconfiança por parte de populares e da oposição.

O esclarecimento da Junta da Vila de Prado surge mesmo após denúncia do vereador do PS, José Morais, de que estas tílias estavam a ser abatidas, apelidando o abate como um “atentado ambiental”, questionando se não estará este abate relacionado com os mesmos planos para construção.

No entanto, a junta reitera que a área é privada mas “aberta à utilização pública”, tendo até sido construído lá um parque infantil público e que as mesmas tílias vão ser substituídas pela Câmara de Vila Verde, “na altura indicada”.

“As tílias estavam simplesmente podres e não há qualquer outro motivo para o seu abate”, refere a autarquia, recordando que no último inverno, uma das tílias caiu durante a noite. O Semanário V esteve nessa altura no local, durante a tempestade Ana e acompanhou o corte da árvore caída.

Árvore caiu em Dezembro durante a tempestade Ana (c) FAS / Semanário V

“Serviu para alertar sobre o estado das restante cinco [árvores] e, logo aí, os proprietários ficaram convencidos que o ciclo biológico das árvores estava a chegar ao seu fim”, diz a junta, acrescentando que “foi efetuada uma poda a duas árvores onde se confirmou o adiantado estado de podridão”.

“Foram feitos contactos para a poda das restantes [árvores] mas todos aconselharam o corte total”, diz ainda a junta, revelando que nem sequer houve interesse nos sobrantes para lenha pois “os troncos eram os que estavam em pior condição”.

A junta revela que em maio, durante a noite, caiu parte de outra das árvores o que “assustou deveras os moradores” por poder “atingir os telhados ou cabos elétricos”.

“Pensamos pois que a atitude dos proprietários foi a mais acertada, depois de dois avisos, mandava a prudência que não se esperasse por uma tragédia como aconteceu na Madeira”, refere ainda o comunicado.

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