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Ambiente. Braga para Todos alerta para palhinhas e balões na Noite Branca

Redação
Escrito por Redação

Braga para Todos, afirma está satisfeito por o edil ouvir a proposta para usar copos reutilizáveis na Noite Branca, e desta forma seguir o modelo de várias cidades que no ano a decorrer optaram por opções mais amigas do ambiente, mas afirmam que não chega, é necessário cortar o uso de palhinhas, banir o lançamento de balões, contentores da Braval em todos os stands de venda a par da cidade, e ainda uma ação de comunicação massiva, que até ao momento não aconteceu. O movimento cívico afirma que se Ricardo Rio ouvir este pedido mostra preocupações ambientais e progresso, porque o divertimento humano não deve prejudicar os demais habitantes da cidade.

O movimento cívico ficou feliz pelo executivo ouvir o pedido e lamentam este não ter abrangido o S. João, no entanto, se tudo correr como Ricardo Rio disse, mostra finalmente uma vontade de transformar as constantes festas bracarenses em eventos com menor pegada ecológica, segundo Elda Fernandes: “ Enviamos emails em abril, portanto, com bastante antecedência ao presidente da câmara a pedir para deixar de usar os copos de utilização única nas festas, tema divulgado na imprensa e no qual infelizmente, a comunicação com o presidente não foi fácil e após emails sem reposta foi mesmo através de chamada que nos indicaram que a proposta tinha sido encaminhada para a AGERE e para quem organiza o evento, na altura esta resposta desiludiu, porque desejamos um presidente com mais consciência ambiental e vimos o S. João, mais uma vez, a ignorar esta urgência ao serem usados milhares de copos de utilização única, mas pelo menos sentimos agora, que vale a pena fazer uma oposição construtiva e baseada num único objetivo: O que é melhor para a cidade? Por isso estamos ansiosos de ver como corre esta festa e logicamente para elogiar se as promessas forem cumpridas e dar o nosso contributo cívico”

Elda Fernandes , diz ser importante existir comunicações da CMB a fomentar uma festa mais ecológica, mas afirma estarem preocupados com a forma como informação será passada aos bracarenses, que sua ótica ainda precisam de ser sensibilizados para evitar o banalização do plástico: “ A nossa sociedade é a do plástico, quase todos os bens de consumo são embalados, o plástico é barato e de fácil acesso, e mesmo quem tem preocupações superficiais com o ambiente pode reciclar mas continuar a usar 5 copos de utilização única numa festa, ou seja, temos que trabalhar o problema pelo todo e até mesmo optar por situações aparentemente diferentes, como andar com o mesmo copo toda a noite do que beber e deitar fora, quem no inicio do dia vê Braga, após uma grande festa fica preocupado se tiver alguma consciência ambiental, porque há milhares de copos no chão. Defendemos a caução para o copo único, mas o edil tem que ter pontos de informação, as pessoas das concessões deter uma mensagem similar para passar e existe o trabalho de falar com os privados, a restauração, temos receio que sem uma comunicação eficiente esta política acabe por não surtir efeitos”, conclui, mas, o Braga para Todos não fica pelos copos únicos e afirma que a Braval tem um papel fundamental: “ Em Portugal, infelizmente não há lei para limitar o uso de plástico, por isso haverá quem opte por não usar estes copos, a par das garrafas de plástico, então aqui entra a Braval, por norma existe reforço dos contentores da AGERE, também esperamos que a promessa de existir da Braval este ano se concretize, e recomendamos uma campanha fomentada pelos voluntários que a noite Branca dispõem.”

Com uma ação na cidade, focada em parte em políticas ambientais, o Braga para Todos complementa que os copos fazem agenda e fica muito bem usar copos reutilizáveis, mas não pode ser a única mudança: “Quando falamos nos copos é porque nestas festas o número é elevado, quando um simples copo não colocado no ecoponto pode ficar 400 anos no planeta, mas as exigências são superiores, é preciso banir as palhinhas nos pontos de venda, porque também são plásticas as tradicionalmente usadas nestas festas, e não lançar balões nefastos para animais, que apesar do selo biodegradável este processo varia em tempo e uma parte considerável acaba nos oceanos como alimento para animais. Por outro lado, também defendemos o não uso de fogo de artificio, aliás, com as altas temperaturas esperamos que o bom senso domine a ação de Ricardo Rio e não exista licença nem para fogo nem para os balões de ar, porque Braga é uma cidade com grande risco alto de incêndio, além do efeito nefasto do ruído emitido pelos foguetes em alguns animais que dispõem de uma audição superior à nossa. Não é só copos reutilizáveis, são várias ações possíveis, e apenas não concretizáveis pela falta de políticas ambientais na cidade, no entanto esperamos ser surpreendidos pela positiva, caso contrário, temos muito trabalho para frente.”

Elda Fernandes termina, com a preocupação de o movimento de ação cívica com apenas uma ano de existência ser a única oposição constante na cidade, e afirma que esta ausência de vozes ativas nos outros partidos acaba por dificultar o trabalho do edil que raramente é questionado: “ Preocupa-nos o silêncio dos partidos da oposição, por norma não estão a cumprir o seu papel e sentimos que somos os únicos que lutamos pelas causas, que curiosamente sustentam alguns partidos no parlamento, mas em Braga não têm nada a dizer, Ricardo Rio seria melhor se a oposição o questiona-se, quem ganhava erámos todos, era Braga, e um exemplo é a pressão para Braga ter copos reutilizáveis.”

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