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Vila Verde. Rui Silva foi árbitro e guarda-redes na reentré nacional do PSD

Fernando André Silva

O líder da concelhia do Partido Social Democrata (PSD) de Vila Verde, Rui Silva, foi o árbitro do torneio de futebol que abriu a reentré política dos sociais-democratas, durante esta tarde, no Pontal, Algarve.

Sem ter que expulsar nenhum colega de partido por alguma atitude mais liberal dentro de campo, acabou por expulsar um jornalista da TVI que invadiu o campo na marcação de um penálti.

Ao Semanário V, o também deputado da Assembleia da República explicou que, no terceiro jogo do torneio, acabou por deixar o apito a Maló de Abreu, colega de partido a antigo guarda-redes da Académica de Coimbra.

Sem sofrer qualquer golo até final da partida e sem necessidade de vídeoárbitro, o líder do PSD de Vila Verde aproveitou esta reentrada para reforçar a confiança na liderança de Rui Rio, e, sem necessidade de expulsar nenhum autarca que tenha gasto mais na campanha, desmistificou a notícia do jornal I.

“O jornal explicou mal porque o PSD não vai processar nenhum autarca. Apenas não vamos estar a apoiar juridicamente autarcas que ficaram em dívida para com empresas porque gastaram acima da verba estipulada. Essas dívidas devem ser resolvidas entre os candidatos e as empresas e não pelo partido”, explicou Rui Silva, dizendo que existem dois autarcas confirmados nessa situação, mas podem existir mais.

O deputado garante que nenhum desses autarcas é António Vilela, Ricardo Rio ou Manuel Moreira, os três presidentes PSD de Vila Verde, Braga e Amares e que esta medida de Rui Rio vai em linha do deliberado em concelho nacional daquele partido que pretendia “diferenciar positivamente” os autarcas que cumpriram as contas da campanha.

Rui Silva quer mais apoio às empresas para gerar empregos estáveis

Rui Rio disse esta tarde aos jornalistas que o crescimento do PIB não tem sido bem o que parece. Rui Silva concorda. O deputado diz que as exportações cresceram mas as importações também e que isso faz com que o crescimento tenha a ver com o consumo interno e não com a produtividade das empresas.

“Se não aumentarmos a produtividade não conseguimos aumentar os salários nem criar empregos sólidos e Portugal acaba por ficar com empregos precários e não é disso que precisa”, acrescenta, pedindo ao Governo “mais apoio às empresas”.

“Claramente que o apoio às empresas é uma necessidade, assim como o investimento público na Saúde e na Educação, que desceu drasticamente. Temos uma situação calamitosa na Saúde com hospitais cheios de problemas e equipas diretivas que se demitem. Na Educação temos conselhos de reitores a dizer que as verbas não são suficientes, isto tudo é desinvestimento público”, atira Rui Silva, acusando o Governo de uma política “eleitoralista”.

“Acho que o Governo quer fazer uma politica eleitoralista e as verbas destinadas a essas áreas ficam cativadas e não são gastas em investimento. Querem a medalha da redução da divida e do défice, mas isso é a custa da falta de investimento publico e falta de apoio às empresas”, reitera.

Rui Silva rejeita alguns dos ideais liberalistas que têm cativado apoiantes de Santana Lopes

“Eu sou social-democrata com forte tendência centro-esquerda”, revela o deputado, não se considerando liberalista, embora admita ideais liberais no que diz respeito à área financeira e económica.

Na linha de Rui Rio, que também rejeitou esta tarde os ideais liberalistas que defendem uma menor intervenção no estado e que vão sendo apregoados por alguns elementos políticos da direita.

“Há três áreas de governação que são sagradas – Educação, Saúde e Segurança Social – e eu defendo que o Estado deve ter sempre uma intervenção forte nestas áreas. Admito que haja situações privadas na Saúde e na Educação, mas tanto os hospitais como as escolas têm de garantir serviço de qualidade para dar as mesmas oportunidades a todos”, diz Rui Silva, revelando que nesta área social, considera-se de “centro-esquerda”.

Sobre o futuro do PSD, Rui Silva fala da mensagem de Rui Rio, de união interna no partido para que se criem condições para ganhar as próximas eleições. “Aqueles que criticam sem fundamento e pensando apenas num lugar para os amigos não terão espaço. Com Rui Rio só quem é trabalhador e mostrar qualidade”, vinca.

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Jornalista