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Descargas no rio Este. “Escorrem-me pelo rosto lágrimas de sangue”

Redação
Escrito por Redação

“Mais um dia negro”. É desta forma que Francisco Mota, líder da concelhia de Braga da Juventude Popular (JP) classifica os dias em que ocorrem descargas poluentes no rio Este – e já vão três numa semana – e acredita numa “mobilização coletiva de consciências” para acabar de vez com estas ocorrências, que já foram apelidadas pelo CDS de Braga como “atentados políticos”.

O também elemento do pelouro do Ambiente da Câmara de Braga tem mesmo recorrido a algum ênfase sensacionalista na forma como aborda esta questão nos últimos dias..

“Cada vez que somos chamados a testemunhar mais um atentado ambiental, escorrem-me pelo rosto lágrimas de sangue de quem todos os dias enfrenta o impossível sem nunca desistir”, escreveu nas redes sociais, a propósito da última descarga, esta sexta-feira, que tingiu o rio Este com um liquido pastosos esbranquiçado em plena abertura do evento cultural Noite Branca.

O centrista terá sido abordado por um octogenário que o questionou sobre a resolução destes problema, que Francisco Mota garante não foi a sua geração que teve “qualquer responsabilidade ao caos que o rio Este chegou”. O líder da JP diz fazer “de tudo” para não ser apontado por “futuras gerações” por nada ter feito.

As descargas não são de agora e têm ocorrido em menor número ao longo dos últimos anos, depois da instalação de indústrias no seu leito. A da passada segunda-feira, que, segundo o vereador do Ambiente, Altino Bessa, foi das que piores consequências trouxe para a fauna e flora do rio, tendo mesmo atrasado projetos implementados de requalificação da vida ribeirinha, fez entrar com maior afinco a poluição do rio na agenda política do CDS de Braga.

Essa ocorrência, durante a inauguração do Parque da Rodovia, no início da semana, terá sido provocada por um saco de areia que bloqueava as condutas de saneamento, ainda perto da nascente, causando uma catástrofe ambiental com o rio a ser tomado durante 24 horas por um liquido de cor acastanhada que matou centenas de peixes.

A situação transtornou o executivo municipal de Braga que já apresentou queixa no Ministério Público contra desconhecidos.

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