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Vila Verde. José Morais participa ao Ministério Público falhas na recolha do lixo

Redação
Escrito por Redação

O vereador do Partido Socialista (PS) na Câmara de Vila Verde, José Morais, fez uma participação ao Ministério Público sobre alegado incumprimento de contrato de recolha de lixo, que, segundo o vereador, tem resultado em “prejuízo ambiental e financeiro de vários milhares de euros para o Município de Vila Verde”.

O vereador aponta para “incumprimentos e desconformidades legais” no contrato celebrado em 2013 entre a autarquia e o consórcio ECOREDE/REDE AMBIENTE, cujo um dos sócios foi detido pela PJ recentemente também devido à empresa de recolha de resíduos.

“Ao contrário de ataques cobardes ao abrigo do anonimato de que tenho sido alvo, eu não me escondo e quando crítico ou denuncio dou a cara por aquilo em que acredito”, diz Morais, avançando mesmo que “talvez as ameaças, insultos e ciladas de que tenho sido alvo estejam ligados aos possíveis desenvolvimentos desta participação”.

Em comunicado, o vereador refere que o contrato, de 5 milhões, “é pouco transparente” e “não satisfaz as necessidades do concelho”, apontando um prejuízo de mais de 400.000 em relação aos 75 contentores instalados no concelho que são de recolha orgânica e não discriminam a reciclagem, para além de catalogar o serviço prestado como “grave” a nível ambiental e de saúde pública.

“O consórcio Ecorede/Rede Ambiente tinha obrigação contratual de instalar 75 contentores subterrâneos até 12 meses após a entrada em funcionamento do contrato. Contudo, decorridos mais de 36 meses nem sequer metade dos contentores estavam instalados. Aos preços médios de mercado, isto implica que a empresa estava com um atraso no investimento no total de 361.665 Euros a que se obrigou fazer no contrato, sem que tal tenha merecido nenhuma sanção por parte da autarquia”, diz Morais.

“A empresa que recolhe o lixo não está instalada em Vila Verde nos termos previstos no contrato, ou seja, utilizam um armazém em Turiz sem licença para a atividade e há fortes suspeitas de incumprimentos nas campanhas de sensibilização”, refere a participação do vereador.

“É também dever da empresa privada proceder à higienização dos locais onde é depositado o lixo. A empresa comprometeu-se a fazê-lo com uma viatura elétrica e hidrolavadora. Na prática os contentores raramente são higienizados e há sérias dúvidas quanto à existência desses veículos”, aponta ainda, dizendo que a “Câmara, em vez de assobiar para o lado, procurando distrair a opinião pública”.

O vereador termina o comunicado a exigir uma resposta de António Vilela por “defender a empresa dizendo que a recolha de lixo corre muito bem” e por que motivo defende os serviços prestados pela empresa quando os mesmos têm sido prejudiciais.

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