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Álvaro Santos vem a público alertar para erros “grosseiros” na ciclovia de Vila Verde

Redação
Escrito por Redação

Álvaro Santos, antigo candidato à Câmara de Vila Verde e figura destacada na área da Educação a nível nacional veio a público tecer algumas “correções” ao traçado da nova ciclovia que atravessa o centro de Vila Verde.

Ao Semanário V, Álvaro Santos, que faz uso regular da bicicleta na vila, deixa um alerta e recomenda algumas alterações à construção da infraestrutura porque, diz, “ainda há tempo”.

Mostrando-se a favor de políticas de mobilidade alternativa dentro dos perímetros urbanos, o também presidente da Mesa de Assembleia dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde, confessa que “não choca” a construção de uma pista urbana para ciclistas, e deixa mesmo um elogio no que toca à ligação da via às zonas escolares, mas há “equívocos” que podem até ser “erros grosseiros”.

“Uma ciclovia urbana, para fazer sentido e para atingir os objetivos a que se propõe, não deve ser construída sem ser repensada toda a circulação urbana, caso contrário é melhor não ser feita”, refere, apontando o “eventual conflito” entre circulação de bicicletas e automóveis, classificando-o como “perigoso”.

“A ciclovia é para bicicletas, porém há zonas em que a convivência com peões e automóveis não está minimamente acautelada. Sendo exclusivamente para bicicletas, o ciclista não será culpado em caso de acidente”, diz ainda Álvaro Santos, enumerando os erros.

“há muitos sítios em que termina em degrau; há locais em que as pessoas ao saírem do portão de casa,  a pé ou de carro, estão em cima da pista, sem terem qualquer visibilidade; há troços que não têm largura suficiente para duas bicicletas passarem uma pela outra; há passeios em que os peões deixam, subitamente, de ter espaço para andar e são obrigados a invadir a ciclovia; há zonas de estacionamento em que parte dos automóveis ficam em cima da pista; há vias de rodagem que foram demasiadamente reduzidas; o espaço de saída automóvel dos bombeiros, bem como do estacionamento nas suas imediações, foi diminuído podendo vir a dificultar manobras em períodos de maior atividade.

Álvaro Santos refere ainda que teria sido “mais proveitoso” a construção de uma ecopista, mesmo que em terra batida, para bicicletas mas também para peões, promovendo assim “a ligação das diversas freguesias junto às margens do Homem e do Cávado e ligação entre a Adega de Vila Verde e o rio Homem, junto à linha de água existente”.

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