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Mais de 1.700 psicólogos discutem futuro da profissão em Braga

Redação
Escrito por Redação

Mais de 1.700 participantes são esperados no quarto congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses que se realiza este ano em Braga.

Ciberbullying, fake news e suícidio são alguns dos temas que vão dominar as atenções dos 1.700 especialistas aguardados no quarto congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP).

O maior evento de divulgação da psicologia em Portugal vai realizar-se de 12 a 15 de setembro, no Fórum Braga, onde são esperados participantes de mais de 20 nacionalidades.

“O evento contará com oradores de reconhecido valor nacional e internacional que transmitirão o que melhor se faz na psicologia em Portugal e no mundo”, explica a organização do congresso em comunicado.

“A internet e sua influência na saúde mental será um dos temas em destaque no evento, dada a sua importância crescente na sociedade”, acrescenta a nota.

Alguns dos destaques

David Daniel Ebert, da Society for Research on Internet Interventions (ISRII), dos Estados Unidos, vai mostrar os resultados da eficácia das intervenções em saúde baseadas na internet e em dispositivos móveis (IMIs).

No jogo online que Sander Van Der Linden, da Universidade de Cambridge, vai mostrar, os participantes ganham medalhas por aprenderem tácticas contra falsas notícias, como polarização, uso de emoções e disseminação de teorias de conspiração.

Daniel Dodgen, da norte-americana Division for At-Risk Individuals, Behavioral Health and Community Resilience, abordará como a psicologia pode ajudar a prevenir e a criar resiliência contra desastres como os fogos que assolaram Portugal no ano passado.

Jorge Silvério, psicólogo da Federação Portuguesa de Futsal e da seleção campeã europeia na modalidade, comunicará sobre como a tenacidade pode ajudar no rendimento desportivo e servir de modelo para outras áreas.

Secretário de Estado da Saúde abordou reconhecimento da psicoterapia

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde garantiu esta quarta-feira que o Governo “irá estar do lado da ciência” quando tomar a decisão sobre o reconhecimento ou não da profissão de psicoterapeuta.

“Iremos analisar essa proposta e eu diria que seguramente iremos estar do lado da ciência e dos argumentos científicos que estão no terreno”, assegurou Fernando Araújo, em declarações à Lusa, à margem do 4º Congresso dos Psicólogos, a decorrer em Braga.

Sobre o reconhecimento da profissão de psicoterapeuta, o bastonário da Ordem dos Psicólogos, Francisco Miranda Rodrigues, igualmente á margem daquele evento, defendeu ser “impensável” que o executivo o venha a fazer, observando que a psicoterapia “é uma actividade e não uma profissão”.

O Ministério da Saúde fez um pedido de análise e parecer à Ordem dos Médicos e à Ordem dos Psicólogos sobre a possibilidade de ser reconhecida a profissão de psicoterapeuta, tendo ambas emitido uma opinião negativa.

“Estamos a avaliar de forma cuidada os argumentos aduzidos. Há uma argumentação técnica e científica muito relevante. A apreciação conjunta que foi feita está muito robusta e vamos analisar as licenciaturas e as profissões já existentes, no conjunto de conhecimentos que tem sido adquirido e será seguramente o mais adequado a poder promover este tipo de decisão”, explicou o governante.

“Muito proximamente iremos ter uma decisão”, disse.

O bastonário da Ordem dos Psicólogos argumentou que “a psicoterapia não é em si uma profissão, é uma actividade, um conjunto de técnicas que são utilizadas por, na maior parte dos casos, psicólogos e também por médicos”.

Por isso, defendeu, “ao ser exercida por profissionais já reconhecidos, com uma profissão regulada, havendo um garante de formação base na área da saúde e depois formação complementar” não é necessária aquela nova profissão.

O 4.º Congresso dos Psicólogos portugueses, que decorre até sexta no Altice Forum Braga, tem como tema “Psicologia na prevenção e promoção do desenvolvimento das pessoas, coesão social e crescimento económico”.

O congresso conta com mais de 1.800 inscritos e 800 comunicações oriundas de 13 países

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