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Ciclovia de Vila Verde com custo próximo de 1 milhão de euros – população revoltada

A Construtora Estradas do Douro Lda, do Marco de Canaveses, foi a empresa escolhida pelo Município de Vila Verde para a construção da Ciclovia Urbana de Vila Verde. O contrato, que foi assinado a 22 de novembro do ano passado, tem previsão de conclusão no mesmo dia deste ano, já que o prazo legal para a obra é de 365 dias (ininterruptos) e tem um custo de 755.582,04€+IVA.

O projeto foi entregue à empresa Atelier, de Vila Verde, com Jorge Pereira – que cessou funções de gerente dessa empresa em março deste ano – a ser o representante legal a assinar o contrato, com o custo total perto dos 25 mil euros (20.250,00€+IVA). O projeto tem sido alvo de contestação pública maioritariamente pela população que mostra o seu desagrado nas redes sociais como a ciclovia está a ser construída.

Uma das primeiras vozes a insurgir-se contra os moldes da nova infraestrutura foi Carlos Braga, presidente dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde, que afirmou ser uma “falta de respeito” aquando da indicação de que a estátua de homenagem ao bombeiro teria de ser removida do seu local para instalação de um ponto de estacionamento para bicicletas naquela ciclovia.

Já Álvaro Santos, antigo candidato à Câmara de Vila Verde e figura destacada na área da Educação a nível nacional veio esta semana a público tecer algumas “correções” ao traçado da nova ciclovia que atravessa o centro de Vila Verde. Perante estas declarações, Carlos Braga reforçou através das redes sociais: “Até que enfim, uma voz credível do nosso burgo, reconhece o mal que a Câmara Municipal está a fazer a Vila Verde”

Já no início das obras, e julho deste ano, o proprietário de um pequeno terreno junto à Casa de Alvelos, na Av. Dr. Francisco de Sá Carneiro, em Vila Verde, insatisfeito com as condições apresentadas pela Câmara de Vila Verde para passagem da ciclovia à face do terreno, plantou milho na berma, ainda dentro do próprio terreno, mas o suficiente para “boicotar” a passagem da ciclovia partilhada que já estaria construída em toda a extensão daquela rua, menos naqueles dez metros de terreno, obrigando os utentes a seguir pela estrada.

Nas redes sociais pode ler-se comentários como “sempre imaginei uma ciclovia junto ao rio com uma passagem pelos centros escolares e uma única via pelo centro da Vila!”, “não se devem esquecer também das pessoas com mobilidade reduzida, utilizadores de cadeira de rodas, trotinetes adpatadas”, “nada a dizer, só quem anda de bike entende que esta ciclovia não serve para nada”, “vê se bem que isto foi projetado por quem não sabe nem imagina o que é uma ciclovia”, “não arranjam as estradas é só buracos e fazem uma ciclovia onde não passa uma bicicleta pela outra”.

A contestação aumenta e ao Semanário V, um dos responsáveis pela obra garante que todas as regras estão a ser tidas em conta e que esta ciclovia também está a servir para reordenar algumas vias, como em frente ao quartel dos Bombeiros de Vila Verde, em que a via tinha largura para três carros em simultâneo, ficando agora “normalizada”, resposta que irritou o presidente dos Bombeiros que lembrou a saída das viaturas em emergência e o caos agora provocado nessas alturas.

Também alguns motoristas de autocarro estão insatisfeitos pela redução da via junto à EPATV, provocando agora o caos no trânsito sempre que os alunos saem ou entram em autocarros.

Contactado pelo V, nem Jorge Pereira nem António Vilela teceram qualquer comentário.

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