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Escola de Braga com 620 alunos não abre por falta de funcionários

Fernando André Silva

O Conservatório de Música de Braga [Calouste Gulbenkian] que funciona também como uma escola de ensino público, não vai abrir portas na próxima segunda-feira, como esperado pelo Ministério da Educação.

Segundo a direção daquela escola, os assistentes operacionais existentes são apenas metade dos necessários e por receio de que a situação não seja resolvida durante todo o ano letivo, a direção decidiu que não vai abrir portas na data estipulada.

O conservatório conta com 20 assistentes operacionais, mas cinco estão de baixa médica, o que deixa apenas 15 para o início do ano letivo, não assegurando esse número o mínimo exigido para os 620 alunos.

A solução encontrada pelo Ministério da Educação passa pela contratação de sete novas assistentes, mas em regime de part-time, o que, segundo as contas da escola, dá um total de 18,5 funcionárias para as 32 exigidas.

Ainda não há data para abertura da escola mas a diretora Ana Maria Caldeira conta ter “boas notícias” por parte do Ministério da Educação já durante esta semana que aí vem.

O Conservatório de Música Calouste Gulbenkian é uma escola com algumas particularidades que a tornam diferente das escolas básicas e secundárias do ensino público em geral, uma vez que se trata de uma escola artística e integra essa componente vocacional com testes de ingresso, apenas entrando alunos com aptidão para a área musical.

Esta escola está incluída no projeto lançado pela Câmara de Braga de transporte escolar gratuito para retirar tráfego automóvel do centro da cidade, mas ainda não beneficiará com essa medida, pelo menos enquanto não abrir portas.

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Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista