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Câmara de Braga começa a recuperar linhas de água afetadas pelos incêndios

Redação
Escrito por Redação

Decorreu hoje, dia 18 de setembro, uma sessão de formação sobre obras de reabilitação e valorização dos ecossistemas ribeirinhos após incêndios. A partir de amanhã começam as intervenções de recuperação de linhas de água e solos afetados pelo grande incêndio de outubro de 2017.

Na abertura do evento estiveram presentes o vereador do Ambiente da Câmara de Braga, Altino Bessa, um representante da APA, Vítor Andrês, e os técnicos responsáveis pela formação.

A sessão de formação teve como público-alvo técnicos municipais e técnicos/operários da empresa adjudicatária, bem como de operários em regime de subcontratação. A formação teve uma componente teórica e prática, que decorrem no gnration e na linha de água de Esporões, respetivamente. Incluiu ainda uma sessão de sensibilização e esclarecimento à população na Junta de Freguesia de Nogueira.

Após os incêndios que afectaram oconcelho no ano transacto, o Município efectuou um levantamento das linhas de água afetadas e do tipo de intervenções necessárias, como havia avançado Altino Bessa em exclusivo ao Semanário V.

Para efectuar os trabalhos de limpeza e desobstrução em rios e ribeiras que amanhã se iniciam, num montante global de aproximadamente 340 mil euros, o Município recorreu a financiamentos atribuídos pela Agência Portuguesa do Ambiente através do Fundo Ambiental, ao qual se junta uma componente de investimento municipal. As obras terão lugar nas seguintes freguesias: Esporões, União de Freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães; Nogueiró e Tenões; Santa Lucrécia e Navarra e Crespos e Pousada.

Este financiamento abrange intervenções a montante e a jusante da área ardida e contempla igualmente a recuperação de linhas de água em incêndios de menos de 750 hectares, o que permite incluir dois pontos dei intervenção no concelho.

A reabilitação das linhas de água permite o controlo dos episódios de cheias, o aumento da qualidade da água, o controlo dos processos erosivos nas margens, a melhoria da qualidade dos solos e a maior preservação da biodiversidade.

Os principais trabalhos a executar são de corte de material arbóreo e arbustivo, a remoção de reutilização de material em obra, a reposição da galeria ripícola e a reabilitação das condições de biofísicas de suporte.

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