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JSD de Braga: “Confiança em Ricardo Rio é a mesma de sempre”

Fernando André Silva

A Juventude Social Democrata (JSD) do concelho de Braga veio hoje a público defender a venda da Fábrica Confiança, defendendo Ricardo Rio das críticas da oposição e da sociedade civil, garantindo que “a confiança” no edil é “a mesma de sempre”.

João Freitas Alcaide defende que Ricardo Rio não demonstra “incoerência” por outrora ter decidido pela aquisição pública daquele imóvel em 2012, aprovando no entanto esta quarta-feira a venda a privados.

O líder da JSD bracarense alerta para “factos” que estarão a ser “desviados” pela oposição perante o debate público, apontando que Ricardo Rio defendeu sempre a requalificação do espaço envolvente ao edifício, e terá sido essa requalificação que motivou a decisão de vender a privados, já que a Câmara alega investimentos avultados noutros locais, não restando outra forma de recuperar a “Confiança”.

“Os desígnios do Ricardo Rio de 2012 – a reabilitação do edifício, a preservação do legado da Fábrica Confiança e a requalificação da área envolvente – são exatamente os mesmos desígnios do Ricardo Rio de 2018”, diz Alcaide em comunicado. “Julgo que, no que diz respeito à questão da coerência, estamos conversados”, remata.

“A verdade é que, decorridos 6 anos sobre a aquisição da Confiança pelo Município, e no seguimento de várias atuações nesse sentido de Ricardo Rio e do executivo camarário que lidera, não se revelou possível aceder a qualquer financiamento europeu com a finalidade da reabilitação do edifício”, afiança Alcaide, recordando que as verbas disponíveis não foram suficientes para recuperar o Mercado Municipal e o atual Altice Forum.

O social-democrata e antigo presidente da Associação Académica da Universidade do Minho refere ainda que foi pedido ao Governo e ao primeiro-ministro se seria possível a alocação de quantias para esta reabilitação, mas tal não foi logrado.

“Relativamente à legitimidade política do executivo de Ricardo Rio para tomar a decisão de alienação da Fábrica Confiança, é fundamental trazer à memória – dos mais esquecidos – que, do Programa Eleitoral da Coligação Juntos por Braga, constava que a análise sobre o futuro da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança, tomando uma decisão definitiva sobre as suas oportunidades de reabilitação ou a sua alienação com vista ao financiamento de outras iniciativas culturais e patrimoniais, mas sempre com a salvaguarda dos valores arquitetónicos e a criação de núcleo museológico da fábrica original”, aponta Alcaide.

“Creio não ser preciso dissertar extensamente sobre os resultados eleitorais das derradeiras Eleições Autárquicas 2017. Bastará mencionar que as opções da Coligação Juntos por Braga foram amplamente escrutinadas e sufragadas com 52% dos votos dos Bracarenses. Esta opção de alienação da Confiança é, pois, uma opção mais do que legítima e legitimada”, remata, assegurando que não há nada a recear “sobre as condições de preservação da memória da Confiança”.

O líder social-democrata questiona ainda se faz sentido “condenar a Confiança a uma acelerada degradação que colocará em causa a sua preservação futura se há potenciais interessados que, cumprindo um estrito Caderno de Encargos, serão capazes de dar à Confiança um desígnio adequado, o que contribuirá para a regeneração urbana da envolvente”.

“A resposta parece clara e evidente: Não, não faz sentido. E, na verdade, todos sabem disso. No que respeita à Confiança, fica a certeza e a convicção de que esta decisão de Ricardo Rio e do seu executivo camarário é a melhor. É a decisão que permite que a antiga Fábrica venha a ter um desígnio apropriado como merece, preservando a sua história e contribuindo para a regeneração urbana da área envolvente, com claros benefícios para Braga e para os bracarenses. Quanto à confiança, é exatamente a mesma. A de sempre”, termina.

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Jornalista