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Exército. RC6 de Braga patrulha diariamente zonas florestais

(c) Joaquim Gomes
Redação
Escrito por Redação

Militares do Regimento de Cavalaria nº 6, de Braga, patrulham diariamente muitas zonas manchas florestais da região, para evitar incêndios, através de vigilância preventiva, mas ainda no rescaldo, fazendo reconhecimento, a fim de prevenir eventuais reacendimentos.

Este empenhamento do Regimento de Cavalaria nº6 insere-se no Plano de Apoio Militar de Emergência do Exército, que foi determinado para 2018, não se circunscrevendo o seu trabalho ao Minho e a Trás-os-Montes, já que ainda recentemente esteve em Monchique.

O Tenente Miguel Fonseca, que é Oficial Adjunto da Secção de Operações, Informações e Segurança (SOIS) do Regimento de Cavalaria nº6, disse que a panóplia de apoios dos módulos do Exército permite incluir a logística, bem como o fornecimento de água e de alimentação, bem como de medicamentos, entre outros bens de primeira necessidade, no caso, por exemplo, da danificação das primeiras habitações, com a instalação de tendas, devido não só aos incêndios florestais, como a todos os outros sinistros ou até a situações de catástrofe, correspondendo assim a uma das atribuições básicas pelas Forças Armadas.

Um outro tipo de intervenção concreta dos militares do RC6 é o combate aos incêndios, para o que receberam formação específica e equipamentos de proteção individual em tudo idêntico ao dos bombeiros e outros agentes de proteção civil que apagam esses sinistros.

“O tipo de atividades que o Regimento de Cavalaria nº6 executa insere-se no âmbito do apoio militar plano de emergência do Exército Português, através de um plano que rege as normas e a intervenção das suas Unidades no bem-estar das populações”, diz o Oficial.

“O Exército tem outras missões como o transporte de populações e na área de engenharia, além do apoio logístico e no fornecimento de tendas”, destaca o Tenente Miguel Fonseca, evidenciado que todo o nosso trabalho “é realizado sempre em ligação permanente com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, as Corporações de Bombeiros e as Autarquias”.

“O Exército tem outras missões como o transporte de populações e na área de engenharia, além do apoio logístico e no fornecimento de tendas” – Tenente Miguel Fonseca (RC6)

Ten. Miguel Fonseca RC6 de Braga (c) Joaquim Gomes

Um dos dois módulos de intervenção do RC6 tem uma Secção do Regimento de Infantaria 14 (Viseu) e a maioria dos militares envolvidos é do próprio Regimento de Cavalaria nº6, de acordo com as informações, prestadas ao Semanário V, pelo Tenente Miguel Fonseca. Gerês entre as prioridades

No distrito de Braga a ação dos militares tem incidido nos concelhos de Braga, Amares e Terras de Bouro, enquanto no distrito de Viana do Castelo aqueles operacionais têm vindo a marcar presença nos concelhos de Paredes de Coura, Valença, Monção, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e Viana do Castelo, mas também o distrito de Bragança tem sido patrulhado já por militares do Regimento conhecido como “Dragões de Entre Douro e Minho”, em especial os seus pontos mais críticos e sensíveis.

O Plano Faunos resultante de um protocolo com o Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta, sendo uma das preocupações dominantes a preservação do Parque Nacional de Peneda-Gerês, desde o Alto Minho até Montalegre, passando por Terras de Bouro, que tem entre si o “coração” do único parque nacional português e há que preservar e manter.

A 1º Sargento Maria Campino, responsável da equipa de patrulhamento, constituída ainda por dois Soldados, António Dias e Pedro Antunes, não facilita o mínimo, obviamente, sobre o trabalho de patrulhamento, vigilância e recolha de informação, além de prestar aconselhamento e recomendações a quem se encontrava a passear pela floresta, conforme o V constatou durante a noite em que aqueles militares se deslocaram a Terras de Bouro.

Patrulhamento em Braga

Um dos mais antigos protocolos do RC6 leva igualmente ao patrulhamento das freguesias de São Mamede de Este e São Pedro de Este, Sobreposta, Pedralva e Espinho, cujos bons resultados têm já conduzido às sucessivas ratificações com a Câmara Municipal de Braga.

A mesma postura foi evidenciada pelo 1º Sargento Ricardo Peixoto e pelo 2º Cabo Filipe Lemos, estes a patrulharem a zona este do concelho de Braga, como as “zonas sensíveis” de Sobreposta, Pedralva, Espinho, São Mamede de Este e São Pedro de Este, calcorreando os caminhos mais recônditos da área, num outro jipe, especialmente os percursos em terra.

Escrito por Joaquim Gomes

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