Destaque Vila Verde

Ameaças, defesa da honra e “terrorismo” na Assembleia Municipal de Vila Verde

Redação
Escrito por Redação

“Cortei um chopo no meio do campo, fazia sombra ao milho… Será que sou criminoso?”. A pergunta, retórica, foi deixada por Albano Bastos, autarca da Vila de Prado, durante a Assembleia Municipal de Vila Verde, para explicar que o abate de árvores no Comendador Sousa Lima foi levado a cabo por privados e não pela junta. Na resposta, o vereador socialista José Morais diz não ter medo que o tentem calar.

O autarca de Prado subiu ao palanque para criticar uma publicação nas redes sociais do vereador socialista José Morais, onde este alertava para o abate de cinco tílias junto à ponte antiga de Prado. Albano Bastos não gostou da publicação e pretendia que o socialista se “inteirasse” com a Junta de Freguesia sobre o abate das árvores.

O presidente da junta deixou mesmo, em tom de ameaça, um possível avanço judicial contra o vereador, acusando-o de querer incendiar as redes sociais com “desinformação”. “Não repitam a gracinha para não termos chatices”, disse Albano Bastos, o que incendiou a bancada do Partido Socialista. A intervenção motivou mesmo uma “defesa da honra” do vereador, autorizada por António Vilela.

Albano Bastos refere que José Morais “tem maus informadores” em Prado que lhe enviaram fotografias onde se verificavam que as árvores estavam podres e que a revolta nas redes sociais deve-se a “terrorismo político”, algo que, diz Albano Bastos, é o que o PS Vila Verde faz.

Segundo Albano Bastos, quando José Morais questionou o abate das árvores apelidando-o como um “crime ambiental”, tudo não terá passado de “aproveitamento político”. “Mas isto não foi um tiro no pé do vereador… foi uma verdadeira rajada”, disse Bastos, dizendo que o vereador não sabe distinguir “uma pereira e uma macieira”.

 
José Morais pediu defesa da honra

O vereador socialista, indignado, pediu ao presidente da AM, Carlos Arantes, para exercer a defesa da honra, autorizada posteriormente por António Vilela [edil].”Veio aqui ler um texto encomendado e que acabou numa ameaça”, apontou José Morais. “Quero dizer-lhe olhos nos olhos que não tenho medo das suas ameaças, nem das dos outros. Não deixarei de emitir a minha opinião sempre que entender e achar oportuno. Não tem o direito de castrar a liberdade do meu pensamento nem daquilo que escrevo só porque não gosta de ler as verdades. E eu não preciso de vir para aqui com textos encomendados”, finalizou José Morais.

Comentários

Acerca do autor

Redação

Redação