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Braga. Chumbada moção para manter Confiança no erário público

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Escrito por Redação

A Assembleia de Freguesia de São Victor reunida ontem na Escola do Bairro da Alegria votou contra a moção da “geringonça” pela manutenção da fábrica Confiança na posse do Município. A moção foi chumbada com dez votos da coligação Juntos por Braga, contra oito do PS, CDU, Bloco de Esquerda. Contra votou também um elemento da coligação.

Após o período destinado ao público, com intervenções a manifestarem-se contra a venda da antiga saboaria, João Granja, da coligação que lidera o executivo, mostrou-se a favor da venda, justificando a mesma como uma “herança do passado” e assegurando estar convicto que o caderno de encargos para as possíveis futuras obras naquele local vão preservar o património.

O PS, a CDU e o BE subscreveram juntos uma moção que rejeitasse a venda da Fábrica Confiança a privados.

José Eduardo Gouveia do PS apresentou a moção e criticou as opções do executivo da Câmara de Braga a quem acusa de permitir “investimentos avultados em imóveis privados e cedências de terrenos em detrimento do investimento num edifício público”.

O socialista acusa ainda o executivo da CMB de “falta de diálogo” e de não ter respeitado a freguesia nem o executivo que a lidera, da mesma coligação.

Já Pedro Casinhas, do PCP, remete este tipo de opções para” um tempo passado que a Coligação tanto criticou”, alegando que o caderno de encargos “promoverá o fachadismo que não conservará o património da Confiança”, reiterando ainda que “esta decisão tomada em gabinetes sem discussão própria quer impor à força uma medida que não acolhe o apoio de um grande número de cidadãos”.

Catarina Afonso do Bloco de Esquerda, desafiou a coligação que lidera a freguesia a “contar a história por inteiro relativa ao Dossier Confiança”.

Relembra que, ainda este mandato, a Assembleia de Freguesia aprovou uma moção do BE em defesa da Fábrica Confiança como património Municipal para fins culturais que mandatava o presidente da Junta para interceder junto da CMB na defesa da manutenção do edifício nas mãos do município com os fins para os quais o mesmo foi comprado.

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