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JSD de Braga distribui flyers com fatura de custo do Estádio Municipal

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Escrito por Redação

A Concelhia de Braga da Juventude Social Democrata, pela voz do seu presidente, João Alcaide, veio a público, no seguimento da notificação da Câmara Municipal de Braga por parte do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga para, no prazo de 20 dias, proceder ao pagamento de uma indemnização no montante de 4 milhões de euros à ASSOC – Obras Públicas, Ace (por trabalhos a mais executados no Estádio Municipal de Braga, por ocasião da respetiva construção, nos anos de 2002 e 2003 e nunca pagos pelo anterior executivo camarário socialista), e na sequência das notícias que referem que a empresa Soares da Costa apelou à Câmara Municipal para que pague integralmente os 4 milhões de euros devidos no prazo estabelecido, anunciar que, nos próximos dias, será levada a efeito uma campanha que se consubstancia na distribuição de 4 mil flyers que, no fundo, representam a fatura que o Partido Socialista de Braga passou e deixou a Braga e a todos os Bracarenses.

De acordo com a Concelhia de Braga da JSD, “o caso das faturas milionárias e fora de horas, relativas às obras de construção do Estádio Municipal, já excedeu, há muito, todos os limites do aceitável. É um imperativo denunciar, alertar e consciencializar para a dimensão e a gravidade gigantescas desta situação. Estas faturas têm o nome, a cara e a assinatura do Partido Socialista. Não nos podemos – nem devemos! – calar, limitando-nos a pagar. E não vamos fazê-lo.”

Nas palavras de João Alcaide, “esta é mais uma fatura. De mais 4 milhões de euros. Que a empresa Soares da Costa pretende que seja paga a pronto pela Câmara Municipal de Braga. É fundamental recordar que, já no ano passado, no âmbito de uma ação datada de 2003, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga condenou a Câmara Municipal a pagar ao consórcio ASSOC – Obras Públicas, Ace mais 6 milhões de euros, por trabalhos a mais na obra do Estádio Municipal de Braga e não pagos pela Câmara. Além disso – como se toda esta novela mais do que lamentável já não bastasse –, encontra-se, ainda, a decorrer uma outra ação contra o Município, na qual são reclamados mais 10 milhões de euros, por razões de natureza idêntica. As dívidas referentes à obra do Estádio Municipal sugam, anualmente, 7,5 milhões de euros aos cofres camarários. Esta catástrofe financeira, no total, já ascende aos 180 milhões de euros. São rombos e mais rombos nas finanças da Câmara Municipal, no que diz respeito a uma obra concluída há aproximadamente 15 anos. No valor das dívidas, é sempre a somar; nos bolsos dos Bracarenses, é sempre a subtrair. Já não há adjetivos para qualificar esta situação. E nós não nos vamos conformar, nem resignar. Este caso tem um responsável, que é o Partido Socialista de Braga. Com uma responsabilidade diretamente proporcional à dimensão e à gravidade desta fatura de 180 milhões de euros. Porque não nos calamos, vamos denunciar, alertar e consciencializar.”

Assim, segundo o presidente da JSD Braga, “nos próximos dias, levaremos a cabo uma campanha que se concretiza na distribuição de 4 mil flyers – em alusão aos 4 milhões de euros desta «última» fatura de que a Câmara Municipal de Braga foi notificada para pagar a pronto – e que, essencialmente, representam a fatura que o Partido Socialista de Braga passou e deixou a Braga e a todos os Bracarenses. Uma fatura no montante de 180 milhões de euros, que custa à carteira de cada um de nós cerca de 1000 euros e que, a cada notícia de uma nova dívida, sentimos que teremos de pagar a vida toda. Dos flyers consta uma mensagem endereçada aos Bracarenses, que pretende alertar e sensibilizar para estas realidades, considerando que estas são atuações irresponsáveis com consequências desmesuradas para os Bracarenses, lesando desde logo o presente e o futuro de Braga. Ninguém tinha, nem ninguém tem, o direito de onerar, desta forma e com esta gravidade, a cidade de Braga e os seus cidadãos. Por todos estes motivos, esta campanha é, para nós, um imperativo.”

Por último, a JSD Braga refere que “diante de todas estas circunstâncias, apenas podemos desejar que, por um lado, estas faturas tenham um ponto final – um ponto final «bem definitivo»! –, e que por outro lado a liderança municipal, protagonizada por Ricardo Rio, neste quadro de obstáculos mais do que acrescidos, continue a encontrar as melhores soluções para Braga e os Bracarenses.”

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