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Movimento cívico “confia” em Ricardo Rio e apoia venda da Confiança

Fachada Confiança c) Nelson Garrido
Redação
Escrito por Redação

O movimento cívico Braga para Todos e a entidade política Nós Cidadãos vieram hoje a público emitir opinião política sobre a alienação da Confiança.

Os habituais críticos do executivo defendem desta vez a posição de Ricardo Rio e criticam aquilo que apelidam de “oposição de desespero” a “fazer campanha para as legislativas” e “oportunismo puro com algo clarificado no programa eleitoral da Coligação Juntos por Braga”.

O movimento político e a partido, ainda inexistentes quando foi feita a compra do imóvel vão além e partilham a posição da juventude popular: “este nunca devia ter sido adquirido pelo edil.”.

“Na nossa visão a única pessoa que Ricardo Rio deve ouvir é o presidente Ricardo Silva, e de acordo com o que o mesmo proferiu, foi errada a forma como o mesmo soube da proximidade da alienação da Confiança, para fomentar a transparência o caderno de encargos devia ter em atenção a opinião do presidente da junta onde esta inserido o imóvel, neste ponto, a comunicação falhou e revela algo que somos fortes críticos de Ricardo Rio, um certo autoritarismo incentivado por uma deficiente comunicação interna e posteriormente externa”, acusa o movimento.

“No entanto, achamos de um populismo sem igual os partidos como o PS, o BE e mesmo a CDU, com uma oposição fraca sem olhar para as reais necessidades de Braga usarem uma bandeira de duas dezenas de pessoas que batem o pé a tudo que Ricardo Rio faz, mas esquecem-se que vinte vozes, não são comparáveis às pessoas que confiaram a cidade a Ricardo Rio”, afirma Elda Fernandes, do Braga para Todos.

“Quer se concorde ou não, ele tem maioria e isso tem significado em democracia, a oposição deve focar-se em pilares para melhorar a cidade e não para defender egos, a questão cultural é uma não questão, temos vários espaços na cidade que estão mal aproveitados, mais um daquela dimensão seria um erro, e o argumento dos fundos do PS é tão vago como a oposição que tentam fazer na cidade resumida a pessoas sem preparação política a seguir pontos soltos para aparecer”.

Os movimentos referem a questão do S. Geraldo, como outro “grande erro que Ricardo Rio cometeu em período de campanha para as autárquicas”. fomentada igualmente por duas dezenas de vozes e pela oposição, que entretanto esqueceu o espaço, e nem sequer têm consciência política da despesa para os bracarenses com outras prioridades que se prendem com a dignidade humana:

O grupo refere que os vários espaços culturais na cidade “estão quase sempre vazios, a programação é escassa e os que estão com associações independentes da alçada da câmara estão vazios”.

“Se a defesa é Braga precisa de mais cultura, talvez seja melhor entender que cultura não são edifícios a defender o que uma minoria gosta, a cultura é uma das capacidades que afastam o humano do não humano, é o que Aristóteles dizia na política que o homem é um animal político porque é um ser social, constituído por manifestações linguísticas, comportamentos que variam na história, a cultura é a invenção do fogo, literatura, alimentação, organização social, o pensamento, a cultura é o que nos define a todos, não pode ser reduzida a espaços físicos para alguns, porque essa exclusão diminuiu aquilo que ela é, e que todos somos, sujeitos culturais”, refere o movimento.

Já o Nós Cidadãos, que concorreu às ultimas autárquicas e está a preparar a sua comissão política no distrito, em conjunto com o movimento político Braga para Todos defendem a venda a Confiança e vão além: “Queremos confiar em Ricardo Rio, não porque defendemos as suas políticas, mas porque a sua proposta prevê o mais importante: manter a memória da Confiança, um dos maiores edifícios industriais da cidade ao incluir nos cadernos de encargos a manutenção da fachada, o legado fabril e ainda um museu, acreditamos que o espaço gerido por privados será menos uma fatura do edil, criará postos de empregos e valorizará o espaço.

“Aliás, Braga tem um ótimo exemplo, uma parte do antigo hospital de Braga é agora um hotel que valoriza o espaço, criou emprego e camas para a cidade, por isso faz todo o sentido vender a privados quando não há forma de sustentar os edifícios de forma pública, sem esquecer que Braga tem o Altice Fórum Braga, o GNRation, o Theatro Circo e vários outros espaços, como os museus com atração baixa por parte dos bracarenses”, aponta o movimento.

O Nós Cidadãos e o Braga para Todos resumem esta estratégia de desespero da oposição como um barómetro para as legislativas, que os bracarenses devem analisar com olho clínico. “É notório que não há liderança no PS, o BE não tem ideias, e a CDU apesar de ter um vereador está sem capacidade de se reinventar, por isso pegam neste tema quando haverá eleições já em 2019, mas, na verdade não dizem nada, não olham para as despesas do edil, para os problemas da feira de Braga, para o mercado, locais que são urgentes ao traduzirem-se no sustento de pessoas. Estes partidos não fazem política séria, porque dá trabalho, movem-se por oportunismos e curioso é o silêncio de um ano sobre a Confiança e o alarido apenas surgir quando a alienação vai à Assembleia Municipal. Querem aparecer sem trabalhar, sem ouvir os bracarenses, sem entenderem que a cultura também é trabalhar, ter comida na mesa. Braga tem muitos palcos culturais, físicos, é muito mais urgente fomentar o espírito crítico dos mais jovens, atuar nas escolas, preparar as novas gerações do que ter mais edifícios a degradarem-se e a endividar o erário público. A Confiança deve manter a alma do edifício, ser algo economicamente viável e de forma alguma cedido sem custos, porque isso é beneficiar uma minoria e prejudicar o geral, que suportaram esta compra com impostos, quem quer ficar com o edifício que o compre, respeite as salvaguardas do mesmo, para gerir emprego e certezas que não irá continuar a degradar-se, mas a dar uma nova vida à Rua Nova de Santa Cruz”

Para terminar a nota enviada à imprensa o partido e o movimento realçam que “Ricardo Rio tem maioria e não deve voltar atrás.” “Isso só o enfraquece politicamente e Braga precisa de um líder que pense o melhor para a cidade e não tenha medo da oposição e oiça mais os bracarenses e seja um presidente mais próximo”.

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