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Gasolineira em Vila Verde fiscalizada por suspeita de adulterar combustível

Fernando André Silva

Pelo menos um posto de abastecimento de combustível situado no concelho de Vila Verde foi alvo de uma fiscalização após suspeitas de adulteração do gasóleo vendido a retalho. A gasolineira aguarda resultados definitivos da fiscalização.

Esta fiscalização foi levada a cabo por uma nova entidade – Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) – e já levantou sete contraordenações em todo o país.

Segundo avança aquela entidade em comunicado, esta foi a primeira ação de fiscalização e incidiu sobre postos de abastecimento nos quais caíam suspeitas de serem recetores de gasóleo adulterado, em Vila Verde, em Ansião [Leiria] e em Alfragide [Amadora], nos dias 19 e 20 de setembro. Também uma unidade nacional de produção de biocombustível foi fiscalizada para além de cinco camiões de transporte na fronteira com Espanha, em Valença.

Segundo a entidade, foram instauradas sete contraordenações no total relacionados com equipamento de comercialização, segurança dos equipamentos e afixação de preços dos carburantes.

Esta operação teve o apoio de militares da Unidade de Ação Fiscal da GNR e de agentes da PSP de Lisboa e visava “controlar a entrada de combustível rodoviário adquirido em Espanha e introduzido ao consumo em Portugal”, assim como a “venda de combustível em postos de abastecimento, no sentido de controlar a qualidade dos carburantes, e bem assim as quantidades vendidas, através da verificação dos equipamentos de fornecimento”.

Por seu lado, foi fiscalizada uma unidade industrial de produção de biocombustível destinada à incorporação nos combustíveis líquidos para “evitar a fraude na introdução de carburantes no mercado nacional”.

Segundo a ENSE, os postos de abastecimento de Vila Verde e Ansião foram fiscalizados devido a uma “suspeita de adulteração de gasóleo vendido a retalho”, tendo sido recolhidas amostras dos combustíveis.

No que toca à fronteira de Valença do Minho, a ação incidiu sobre a “importação de ‘diesel’ adquirido em Espanha e introduzido ao consumo em Portugal”, pelo que foram verificados cinco camiões oriundos daquele país e “colhidas amostras do gasóleo para determinação dos valores de incorporação de biocombustível e demais especificações técnicas”, aguardando-se o resultado das análises.

Já no posto de Alfragide foram verificados “equipamentos de fornecimento de combustível, garantindo que a quantidade fornecida corresponde à quantidade vendida”.

A ENSE adianta que, na unidade industrial de produção de biocombustível, foi feita uma “verificação documental através da rastreabilidade das matérias-primas”, bem como uma “colheita de amostras de biodiesel diretamente na zona de produção”.

*Notícia atualizada às 12h15

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Jornalista