Vila Verde

Sérgio Mirra e muitas fogueiras na primeira noite da Festa das Colheitas

Luís Ribeiro / Semanário V
Redação
Escrito por Redação

Mais cor, mais cheiros, mais vida. É assim que fica Vila Verde quando a Festas das Colheitas sai à rua. Depois de dois meses intensivos de programação turístico-cultural da Rota das Colheitas, a XXVII Feira Mostra de Produtos Regionais ganha protagonismo durante cinco dias consecutivos (3 a 7 de outubro) com um programa diversificado de atividades recreativas. Sempre bem-vindos, são milhares de visitantes que anualmente não perdem a oportunidade de viver experiências únicas através dos saberes e sabores do mundo rural. A excelência da gastronomia regional, a criatividade a recriação de práticas agrícolas ancestrais, os espetáculos musicais ao vivo são alguns dos muitos motivos apelativos que prometem proporcionar momentos de grande promoção da riqueza da herança cultural. Nesta altura, vários espaços de alojamento oferecem condições especiais aos visitantes com preços acessíveis e garantem uma estadia com a presença da beleza das paisagens naturais do concelho.

A inauguração do certame aconteceu durante a tarde de ontem (05 de outubro), na tenda de conferências do recinto da Festa das Colheitas, localizado na Praça das Comunidades Geminadas (Campo da Feira), em Vila Verde. A abertura oficial ficou a cargo da Tuna do Município de Vila Verde com a apresentação de três temas populares, sendo o último um momento especial com o Hino do concelho a ser ecoado e cantado com o apoio da plateia. Logo de seguida, o arcipreste Carlos Lopes faz uma breve oração em forma de agradecimento divino pelos frutos da terra e, posteriormente, a bênção das colheitas presentes. Poucos minutos depois, chegaram as intervenções dos três oradores: o Presidente da Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATAHCA), José Mota Alves, o Delegado do Alto Minho e da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Carlos Lira, e o presidente do Município de Vila Verde, António Vilela. Aos intervenientes juntaram-se na mesa de honra os vereadores Manuel Lopes, Júlia Fernandes e Patrício Araújo. Na parte final da cerimónia, a Chocolataria Artesanal, Chocolate com Pimenta, ofereceu um bolo comemorativo, um conjunto de doces apetitosos e um brinde a todas as pessoas presentes. Para ‘empurrar’ nada melhor que um copo de Cerveja Artesanal Letra. No final, tempo para abrir a Festa do Cogumelo e uma visita aos stands.

António Vilela: “Lutar por um território na linha da frente”

O presidente do Município de Vila Verde, António Vilela, referiu que a Festa das Colheitas é, de facto, “o momento alto das Rota das Colheitas” e sublinha a relevância de Vila Verde dar valor à sua identidade. “Nós não temos que nos envergonhar de ser um concelho que preserva as suas tradições, aliás isso só nos engrandece. Devemos valorizar o nosso passado e a nossa história, tudo aquilo que nos possa tornar maiores”, disse o autarca em tom convicto. António Vilela vinca importância de estar com os olhos no futuro com experiências positivas. “Temos que estar atentos às novas oportunidades que signifiquem um território na linha da frente com mais crescimento, desenvolvimento, riqueza, melhores condições de vida para as nossas pessoas!”. Nesse sentido, expressa a vontade dos jovens vilaverdenses em entrar no mercado da agricultura: “Vila Verde foi o concelho com mais jovens a candidatarem-se a fundos comunitários e o nosso interesse é continuar que eles sejam os grandes ‘motores’ desta área”. Já na parte final, o edil confessa que há uma forte necessidade de ver os concelhos mais pequenos de outra forma: “Os fundos comunitários para os territórios de baixa densidade deviam ter uma diferenciação pela positiva. Serem tratados com distinção, dar a possibilidade de ir mais longe!”.

Mota Alves: Festa das Colheitas “é uma marca do Cávado, uma marca do Norte”

“Festa das Colheitas é uma marca do Cávado, uma marca do Norte”. Foi assim que o presidente da Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATAHCA) começou a primeira intervenção do certame protocolar. Muito satisfeito com o evento Festa das Colheitas, José Mota Alves congratulou o excelente trabalho do Município ao longo dos anos e frisou o peso que a agricultura tem, ainda hoje, no concelho. Logo a seguir, sublinha a extrema importância do trabalho desenvolvido em Vila Verde ao conquistar a geração mais nova para o mundo rural: “A partir de 2012, houve uma transformação acentuada na área da captação dos jovens. Hoje, temos um conjunto significativo de novos agricultores a serem inovadores, a introduzir novas culturas e incutir novas formas de produção”.

Acrescenta também que Vila Verde é muito mais que um concelho de pequena dimensão e neste momento “a única unidade de recolha de fruto de tecnologia avançadíssima que existe em Portugal”. No decorrer da intervenção, o vilaverdense afirmou que a Festa das Colheitas é um evento de grande valor, uma vez que “serve para mostrar as nossas potencialidades, para dar a conhecer aquilo que de muito bom se faz e mostrar que, realmente, vale a pena viver em Vila Verde, um concelho que tem atividade, dinâmica e que nunca será, de certeza absoluta, um lugar despovoado”.

“Um crescimento exponencial e sustentável”

O Delegado do Alto Minho e da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte também marcou presença na cerimónia. Além de considerar o evento muito importante para o crescimento e desenvolvimento da agricultura local, Carlos Lira deixa palavras de grande apreço ao Município de Vila Verde pela “excelente organização”, a qual tem trabalhado para uma Festa das Colheitas com um “crescimento exponencial e sustentável ao longo de todos estes anos”. Intensifica o valor de esforço e de empenho da autarquia, salientando que “o concelho está em sintonia com as preocupações do Ministério da Agricultura e a contribuir decisivamente para reforçar as potencialidades da terra no âmbito agropecuária.”

Desta forma, deu-se o início oficial da emblemática Festa das Colheitas. Um evento que decorre entre os dias 3 e 7 de outubro (de quarta a domingo) com múltiplas iniciativas de valorização da cultura e da tradição local, que prometem propiciar vários momentos de diversão e convívio entre vilaverdenses e visitantes.

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