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Vila Verde já é destino de turismo rural. Até para as vindimas

Redação
Escrito por Redação

Aumenta o número de turistas que procuram Vila Verde nesta altura do ano em busca de tradições e contacto com a natureza. As casas de alojamento local têm registado boa adesão durante o período entre julho e outubro deste ano com muitos portugueses a escolherem Vila Verde como destino de turismo rural, sobretudo para descanso, mas também cada vez mais estrangeiros que procuram um pouco de aventura nas férias.

Esta tarde de sexta-feira, um grupo de meia centena de turistas provenientes de Quiberville, uma pequena comuna no norte da França, junto ao Canal da Mancha, estiveram em Aboim da Nóbrega e Gondomar onde andaram com cabras, recolheram uvas e até aprenderam a manusear um tear com o conhecido artesão Fernando Rei, que expôs os seus trabalhos recentemente na Feira Internacional de Lisboa.

O grupo partiu do Parque de Campismo de Aboim da Nóbrega pela manhã, pouco passava das 9 horas, sob orientação do zelador daquele espaço, o local Domingos Costa. O grupo de franceses teve oportunidade de percorrer os trilhos que atravessam as serras daquela freguesia enquanto acompanhavam um rebanho de cabras do monte, ‘cabreadas’ pelo pastor José da Costa.

Como as cabras não param e fizeram questão de escolher o caminho mais a este, o grupo acabou por extravasar os limites da freguesia [embora esse seja um problema a ser resolvido pela junta de freguesia pois há limites que não estão corretos] entrando em Valdreu, no lugar de Mixões da Serra, onde os turistas se deixaram encantar pela paisagem daquela encosta serrana.

José da Costa posa com turistas

Regressados a Aboim da Nóbrega, o grupo gaulês participou de uma vindima à maneira antiga, com recurso a escadas e os conhecidos ‘baçotes’, onde puderam pisar as uvas recolhidas para fabricar o mosto, o bagaço e o vinho.

Ainda tiveram a oportunidade de visitar o atelier de Fernando Rei, que ainda mantém viva a tradição do tear manual, algo que deixou os turistas impressionados, tanto pela forma como um “rapaz novo” ainda trabalha no tear, como pelos trabalhos que apresenta, cheios de contemporaneidade.

De lá, o grupo aproveitou para fazer compras no supermercado local e almoçar no restaurante Toca do Lobo, dando assim um bom impulso à economia local numa altura em que os emigrantes lusos já por cá não andam.

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