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Jovem economista de Vila Verde cumpre estágio no Banco Central Europeu

Fernando André Silva

“Os candidatos eram muitos mas as vagas eram poucas. Fiz várias provas e, felizmente, fui selecionado”. A afirmação é do jovem Eduardo Santos, que, aos 21 anos, é um dos estagiários mais novos de sempre do Banco Central Europeu (BCE).

Natural da freguesia de Vila Verde, o jovem economista está ao serviço daquela instituição há cerca de três meses, onde trabalha na área da supervisão bancária. “É um desafio muito interessante onde existe um ambiente fantástico com as pessoas ao meu redor”, adianta ao Semanário V.

Licenciado em Economia pela Universidade Nova de Lisboa, depois de ter passado um semestre a estudar na University of Southern California, em Los Angeles, Eduardo Santos encara esta nova fase da vida como “uma experiência que se tem revelado muito gratificante”, apesar de ser “cansativa porque é tudo novo” e por estar a “fazer a dissertação de mestrado em simultâneo”.

A entrada para o Banco Central Europeu (BCE), sediado em Frankfurt, aconteceu há mais de 3 meses, através de um concurso a nível europeu, destinado a licenciados e mestres nas áreas de economia, gestão e direito, entre outras.

“Os candidatos eram muitos e as vagas eram poucas. Tive que fazer algumas provas e felizmente fui selecionado. Pelo meio abdiquei de férias de verão para fazer atividades de voluntariado e conseguir obter experiência profissional”, refere o jovem economista que passou o verão de 2017 em estágio no Banco de Portugal, sem ser remunerado.

Eduardo Santos recorda ainda a experiência conseguida nos Estados Unidos da América (EUA), as notas máximas a duas “cadeiras” – Comércio Internacional e Jogos e Economia – e as amizades que lá deixou.

“Foi uma aprendizagem importante e aproveitei para conhecer praticamente toda a costa Leste dos Estado Unidos. Há amizades que ficaram até hoje. Ainda um destes dias um amigo sul-coreano que fiz em Los Angeles veio visitar-me a Frankfurt”, conta Eduardo sem negar estar encantado com “viver noutros locais”.

“Contactar com outras realidades tem sido uma oportunidade para abrir horizontes. Por outro lado, a distância das pessoas de quem gostamos e da nossa terra permite-nos dar-lhes outro valor, perceber o que é importante e o que é acessório”, refere ainda.

Hoje, a estagiar no BCE, em Frankfurt, na Alemanha, vê o facto com serenidade e sem deslumbramentos

“O estágio no BCE é uma oportunidade que estou a viver intensamente, mas é apenas um estágio que pode durar até um ano. O desafio é grande, os momentos de aprendizagem são muitos e bons. Quando surgem dificuldades maiores os colegas de trabalho e os supervisores ajudam a ultrapassar os obstáculos”, garante Eduardo, deixando ainda uma sugestão a todos os jovens.

“Acreditem e lutem por aquilo que querem. O mundo não é só a nossa terra, as distâncias hoje são muito curtas e há que estar atento às oportunidades”, aponta.

Sobre o futuro diz não pensar muito nisso nem fazer grandes planos. “Neste momento quero aproveitar ao máximo a experiência do BCE e tentar acabar a dissertação que será na área da supervisão bancária. Depois logo se vê”, atira.

O economista acaba a conversa a agradecer às escolas públicas de Vila Verde que frequentou, as quais lhe deram uma sólida formação de base, e sente-se agradecido à Nova SBE pela “formação de excelência”.

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Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista