Vila Verde

Joaquim Martins confirma negócios com a Câmara enquanto presidente de junta

Joaquim Martins, presidente da Junta de Valbom S. Martinho/S. Pedro e Passô [PSD], confirmou que a empresa da qual era sócio fundador celebrou contratos com a Câmara de Vila Verde [PSD], em afronta à lei eleitoral das autarquias, que impede que proprietários de empresas com negócios com as autarquias exerçam cargos autárquicos.

Em declarações ao jornal O Vilaverdense, o autarca confirma que assinou contratos com a Câmara de Vila Verde, dizendo que “faturou cerca de 130 mil euros” no total. Nas mesmas declarações, o autarca nega que alguma vez tenha negociado ajustes diretos com a Câmara de Vila Verde, no entanto, é público pelo menos três contratos celebrado em regime de ajuste direto em junho de 2015 e abril de 2016, no valor de 23.300 euros e o outro de 178.000 euros , que envolve a firma de Joaquim Martins e a de Carlos Cação, autarca do Vade, em consórcio. Nas mesmas declarações, ao jornal O Vilaverdense, Joaquim Martins diz apenas ter faturado “cerca de 130 mil euros, sempre por concurso público”.

“Ao longo dos quatro anos, foi essa a verba faturada. Tratou-se sempre de processos ganhos em concurso público, por ter apresentado a melhor proposta, não por ajuste direto”, disse o autarca, acrescentando que “mesmo em consórcio com outras empresas, os serviços prestados não ultrapassaram os 180 mil euros, verba essa que é dividida pelas quatro empresas que compõem o referido consórcio”.

Todavia, e como já mencionado anteriormente, as duas firmas com o nome do autarca [Joaquim Gomes Martins e Joaquim Gomes Martins Unipessoal], entre 2013 e 2017, celebraram cinco contratos com a Câmara através de consórcio que ascendem aos 661.000 euros, existindo pelo menos três contratos em regime de ajuste direto que totalizam cerca de 300.000 euros.

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