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Vencedora do Preço Certo: “Mesmo sem sonhar, nunca deixei de acreditar”

(c) Luís Ribeiro / Semanário V
Fernando André Silva

“Sabem quanto custa um minuto de publicidade na televisão? Pois, e eu tive vários…”, atira Adelaide Marques, explicando que foi esse o motivo de ter participado no concurso O Preço Certo, do qual saiu vitoriosa ao vencer uma montra de prémios de cerca de 20.000 euros.

Quando lhe ligaram de Lisboa, a meio de setembro, a informar que tinha ganho a oportunidade de participar no concurso O Preço Certo, na RTP, não quis acreditar.

Empresária e artesã, natural de Barbudo mas a viver há 36 anos em Vila Verde, ao Semanário V explica que lhe ligaram da RTP a dizer que tinha sido selecionada para concorrer aquele concurso, embora a concorrente garanta que nunca se inscreveu. “Olhe, não me lembro de ter concorrido, é que nem sequer sei como é que se concorre. Devo ter feito algum telefonema na brincadeira”, conta.

Após pensar várias vezes se deveria aceitar o convite, tendo em conta que todas as despesas ficariam por conta da própria, o que inclui transporte, não só dela, mas também de uma ‘claque’, exigência obrigatória por parte da produção do concurso.

Com uma carrinha de nove lugares “gentilmente cedida” pela autarquia local na pessoa da vereadora Júlia Fernandes, lá foi Adelaide Marques e mais oito elementos que compunham os apoiantes.

Uma vez lá, Adelaide garante que “eram todos muito porreiros”. “Quando estive à espera para receber os prémios estive um pouco com o Fernando Mendes e outros da produção e eles foram de fácil acesso, conversamos mais sobre o restaurante Torres, que ele conhecia, e um pouco sobre tudo”, conta Adelaide, que já tinha experiência televisiva.

“Já tinha ido ao programa do João Baião através da marca Namorar Portugal. Aliás, já fui várias vezes à televisão. O ano passado, no dia dos namorados, a RTP fez um programa na EPATV e eu e o meu marido fomos falar dos Lenços de Namorados”, conta a decoradora que já tem a Decor-Verde há 38 anos.

Já no que diz respeito aos minutos finais do programa, Adelaide revela que estava nervosa e que não conseguiu ouvir ninguém do público. “São muitas pessoas a falar ao mesmo tempo. A pressão é tanta que nem ouvimos ninguém. Conforme ele foi mostrando os prémios eu fui somando e no final só tive que dizer o número que eu achava que era, e acabei por ter muita sorte”, explica Adelaide, garantindo que “a ida à televisão foi sobretudo pela publicidade”.

“Dificilmente terei outro dia assim de sorte”, alude Adelaide, que, revela, já não pode voltar a concorrer ao Preço Certo. “São as regras… quem ganha a montra final nunca mais pode concorrer”.

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Fernando André Silva

Jornalista