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Ainda não é desta que Vila Verde vai ter variante à EN101

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Escrito por Redação

A proposta de criação de uma variante à Estrada Nacional 101, a ligar o sul ao norte do concelho de Vila Verde, não está incluída no orçamento de estado para 2019.

A ausência desta obra que já foi reivindicada aos Governos de Durão Barroso, Passos Coelho [PSD] e Sócrates [PS], motivou um comunicado da Câmara de Vila Verde onde acusam o Governo de “ignorar” Vila Verde.

“O Município de Vila Verde não esconde a sua indignação e não pode aceitar que, uma vez mais, a necessidade urgente e indesmentível de renovação deste eixo estruturante da rede viária nacional, no território concelhio, seja ignorada pelo Governo de Portugal”, escreve António Vilela, presidente da Câmara.

O edil espera ainda “com a maior veemência, que os governantes revejam esta sua posição e, de uma vez por todas, viabilizem a construção da variante à sede concelhia, assim como a edificação de um nó de acesso à autoestrada A3, na freguesia da Lama, no concelho de Barcelos”.

José Morais [PS] reage

O comunicado da Câmara de Vila Verde motivou um contra-comunicado do PS de Vila Verde, assinado pelo vereador José Morais. onde este refere que “em 20 anos de Governos PS e PSD a Câmara de Vila Verde nunca teve capacidade de influenciar politicamente o poder central ou justificar a necessidade da realização da variante à EN 101”. O vereador dá o exemplo de Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez que conseguiram a construção de uma variante.

O líder dos socialistas de Vila Verde aponta ainda culpas ao anterior Governo PSD de dar “uma enorme machadada na canalização de fundos comunitários para vias rodoviárias” que não terão sido aproveitados para alargar redes viárias no país.

“Um dos grandes entraves a um maior desenvolvimento económico de Vila Verde e a um salto significativo na qualidade de vida e criação de emprego prende-se, claramente, com a falta de vias de rodoviárias que facilitem a circulação de bens e pessoas por todo o concelho”, afirma José Morais, lamentando que a Câmara “só tome posições públicas sobre a cariante contra os Governos, quando estes são do Partido Socialista”.

“Quando os Governos são do PSD mantém uma posição subserviente e um silêncio ensurdecedor”, atira José Morais, falando ainda do Orçamento Municipal.

“O mau estado de conservação das estradas concelhias, tema que preocupa todos os vila-verdenses, deveria no Orçamento Municipal ter uma maior atenção, o que não acontece. Estes comunicados da câmara, desgarrados, e emitidos nesta altura não passam de uma cortina de fumo para esconder essa falta de estratégia e ausência das tão necessárias obras de requalificação nas vias rodoviárias municipais”, refere José Morais.

“A Câmara de Vila Verde tem ao longo dos últimos anos apostado na política das festas e festinhas, em detrimento de projetos estruturantes para melhoria da qualidade de vida dos vila-verdenses e desenvolvimento do concelho de Vila Verde e o resultado está à vista”, vinca.

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