Destaque Vila Verde

Perigo de derrocada no Parque Industrial de Gême

Fernando André Silva

A parte norte do Parque Industrial de Gême vive sob ameaça de derrocada eminente, devido à instabilidade do muro que separa os lotes do parque mais a norte.

Ao que o Semanário V constatou no local, as fundações de um dos lados do passeio e zona de estacionamento da via mais a norte do parque estão a aluir, estando já o passeio “cortado” pela metade com uma frincha que fez aluir em meio metro parte daquela infraestrutura, dividindo-a ao meio.

A parte que cedeu está encostada a um muro de 50 metros que protege as empresas sediadas no parque inferior, sob a sombra do mesmo muro que ameaça ruir.

Na altura dos primeiros aluimentos, a administração da empresa Grupo DG, única sediada na parte superior daquele parque industrial, contactou a Câmara de Vila Verde, que enviou funcionários ao local para resolver a situação. No entanto, e como constatámos, os funcionários colocaram pedregulhos para impedir estacionamento e passagem naquele local, não mais lá voltando, estando o piso a aluir mais rapidamente depois da tempestade Leslie.

Aquele lote, construído à posteriori do Parque Industrial de Gême, não pertence à autarquia, mas sim a um privado que iniciou ali a construção de um loteamento. No entanto, depois de vender o primeiro lote à empresa supracitada, abriu insolvência e o resto daquele loteamento ficou apenas com as fundações, estando agora todo o parque coberto de mato, inclusive com ninhos de vespa asiática nas traseiras da DG, num armazém construído pela empreiteira que ficou inacabado.

Ao que apuramos junto de funcionários daquela empresa, o facto de a zona superior do Parque Industrial de Gême estar “entregue à bicharada”, com apenas a DG a ocupar lá um pavilhão, potencia à chegada de marginais em horas noturnas, especialmente ao fim de semana, que, segundo funcionários, fazem fogueiras no alcatrão e deixam cerveja, restos de droga e objetos de cariz sexual espalhados à entrada da empresa.

“Isto à segunda-feira é uma pouca vergonha. Isto está aqui isolado das outras empresas e a canalhada aproveita para vir para aqui beber e consumir droga, quando não fazem outras coisas”, disse uma funcionária ao V.

A empresa que construiu aquele loteamento deixou as vias praticamente feitas para circundar a parte norte do parque, criando assim um corredor circulatório naquele local. No entanto, os passeios e até os postes de eletricidade que foram montados já estão cobertos por mato, e o que outrora foi uma via que atravessa um loteamento, é agora um projeto urbano coberto pela ruralidade.

Ao que o Semanário V apurou, a empreiteira que iniciou aquele lote abriu falência pouco depois de vender o primeiro armazém, deixando o segundo inacabado e não iniciando mais nenhum. A Câmara de Vila Verde terá, na altura, pedido uma caução à empresa para aucatelar este desfecho, mas a verdade é que a situação arrasta-se há vários anos e a via nunca conheceu desfecho, faltando apenas a pavimentação.

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Jornalista