Vila Verde

Rui Silva: “PS/Vila Verde é um partido a brincar” e “com sorrisinhos de Belzebu”

Redação
Escrito por Redação

O deputado Rui Silva [PSD] veio reagir ao comunicado do PS/Vila Verde onde é apontada “falta de influência” política do executivo da Câmara de Vila Verde [PSD] para que construção da variante à EN 101 passe a integrar as obras públicas dos Governos. Segundo o deputado da Assembleia da República e também líder do PSD de Vila Verde, esta posição do PS é mais “um prato requentado” para acusar o executivo PSD de Vila Verde e para encobrir que o Governo PS “continue a esquecer Vila Verde”.

“O PS tinha a responsabilidade de construir a variante, uma vez que na última campanha para as eleições autárquicas, o seu presidente e atual primeiro-ministro, se deslocou a Vila Verde, tendo prometido a construção da referida variante”, disse Rui Silva ao Semanário V. “Mas o que constatámos sem surpresa, é que o PS de Vila Verde, é um partido a brincar, não é um partido responsável, e em vez de defender os vila-verdenses, foi ao OE de 2019, tentar encontrar algo que servisse os seus interesses pessoais e não os interesses dos vila-verdenses. Vislumbra-se mesmo um ‘sorrisinho de Belzebu’, ao verificar que a referida variante não constava no OE”, aponta o deputado do PSD.

“Fala o PS de falta de peso político do executivo do PSD de Vila Verde, devia olhar para a história da nossa democracia. Quando é que o PS ganhou alguma eleição em Vila Verde? Nunca. Nem para o parlamento europeu, nem para as legislativas nem para as autárquicas, e relembro a derrota copiosa que tiveram nas últimas eleições autárquicas e nas últimas eleições legislativas em que o PSD ganhou em todas as freguesias do concelho”, atira Rui Silva, dizendo que “isso sim é peso político”. “O PSD é um peso pesado e o PS é um peso pluma”, acrescenta.

“Refiro as tentativas, os esforços e o empenho que, quer o executivo camárário do PSD e o Grupo Parlamentar do PSD, têm feito no sentido da construção desta tão necessária variante. Dos governos do PSD a obra constava e este governo do PS é que retirou a obra do plano de acessibilidades nacional. Ao PS Vila Verde, exige-se responsabilidade, defender Vila Verde e os vila-verdenses. O que constatámos, e não é surpresa para nós, é que o PS está ao serviço dos interesses pessoais, da sua agenda, e não dos interesses de Vila Verde”, termina Rui Silva.

José Morais [PS] reage a comunicado da Câmara de Vila Verde

O documento que Rui Silva critica é um contra-comunicado do PS de Vila Verde, após críticas da Câmara de Vila Verde ao Governo. O documento, assinado pelo vereador José Morais.  refere que “em 20 anos de Governos PS e PSD a Câmara de Vila Verde nunca teve capacidade de influenciar politicamente o poder central ou justificar a necessidade da realização da variante à EN 101”. O vereador dá o exemplo de Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez que conseguiram a construção de uma variante.

O líder dos socialistas de Vila Verde apontou ainda culpas ao anterior Governo PSD de dar “uma enorme machadada na canalização de fundos comunitários para vias rodoviárias” que não terão sido aproveitados para alargar redes viárias no país.

“Um dos grandes entraves a um maior desenvolvimento económico de Vila Verde e a um salto significativo na qualidade de vida e criação de emprego prende-se, claramente, com a falta de vias de rodoviárias que facilitem a circulação de bens e pessoas por todo o concelho”, afirma José Morais, lamentando que a Câmara “só tome posições públicas sobre a cariante contra os Governos, quando estes são do Partido Socialista”.

“Quando os Governos são do PSD mantém uma posição subserviente e um silêncio ensurdecedor”, atira José Morais, falando ainda do Orçamento Municipal.

“O mau estado de conservação das estradas concelhias, tema que preocupa todos os vila-verdenses, deveria no Orçamento Municipal ter uma maior atenção, o que não acontece. Estes comunicados da câmara, desgarrados, e emitidos nesta altura não passam de uma cortina de fumo para esconder essa falta de estratégia e ausência das tão necessárias obras de requalificação nas vias rodoviárias municipais”, refere José Morais.

“A Câmara de Vila Verde tem ao longo dos últimos anos apostado na política das festas e festinhas, em detrimento de projetos estruturantes para melhoria da qualidade de vida dos vila-verdenses e desenvolvimento do concelho de Vila Verde e o resultado está à vista”, vinca.

Câmara criticou Governo PS

A proposta de criação de uma variante à Estrada Nacional 101, a ligar o sul ao norte do concelho de Vila Verde, não está incluída no orçamento de estado para 2019 e isso motivou o início desta sequência de comunicados de ambos os lados políticos.

A ausência desta obra que já foi reivindicada aos Governos de Durão Barroso, Passos Coelho [PSD] e Sócrates [PS], motivou um comunicado da Câmara de Vila Verde onde acusam o Governo de “ignorar” Vila Verde.

“O Município de Vila Verde não esconde a sua indignação e não pode aceitar que, uma vez mais, a necessidade urgente e indesmentível de renovação deste eixo estruturante da rede viária nacional, no território concelhio, seja ignorada pelo Governo de Portugal”, escreve António Vilela, presidente da Câmara.

O edil espera ainda “com a maior veemência, que os governantes revejam esta sua posição e, de uma vez por todas, viabilizem a construção da variante à sede concelhia, assim como a edificação de um nó de acesso à autoestrada A3, na freguesia da Lama, no concelho de Barcelos”.

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