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Dia internacional do veganismo celebra-se em Braga

Redação
Escrito por Redação

O movimento cívico Braga para Todos em sinergia com o grupo de ativismo vegan Braga Animal Save e com o apoio da Junta de Gualtar, organizam em conjunto a segunda edição do Dia Internacional do Veganismo com o patrocínio da marca Celeiro.

As iniciativas decorrem no dia 1 de novembro, entre as 15h e as 19h no pavilhão da Junta de Gualtar. O evento é gratuito, mas carece de inscrição, a organização salienta que a adesão está a ser boa por parte dos bracarenses e faz todo o sentido continuar a sensibilizar e a educar para mudar os hábitos dos humanos: para salvar o planeta, os animais sencientes e melhorar a vida dos próprios humanos, visando a construção de um mundo mais justo onde reine o respeito por todos os seres vivos.

A primeira edição do Dia Internacional do Veganismo no passado ano foi um sucesso e a resposta que o movimento necessitava para perceber onde podia ser útil à sociedade, recorda Elda Fernandes, do Braga para Todos.

“Quando criamos o movimento tínhamos um foco que se mantém: qual o nosso lugar, qual o contributo que somos capazes de dar aos outros? Porque isto é importante na ação política, que para nós abraça o todo e inclui tudo o que habita o planeta, o nosso objetivo é sermos uma voz que trabalha outras políticas erradamente secundarizadas. O veganismo é uma posição política que visa o paradigma atual, temos que salvar o nosso planeta e respeitar os animais, os nossos companheiros de viagem na Terra, não podemos continuar na visão antropocentrista, não há argumentos que a sustentem. Quando começamos a marcar esta data em Braga, a par do dia Mundial Contra o Especismo e mesmo o S. João Vegan sentimos que estávamos no caminho certo, que não é fácil, mas é importante para Braga, uma cidade jovem, das maiores do país onde não havia nenhuma voz política a trabalhar estas temáticas, e pela adesão temos o incentivo de continuar e fazer mais ainda, em nome de todos”, refere a responsável.

A segunda edição do Dia Internacional do Veganismo apresenta vários debates e abrange mais que a alimentação. No programa, consta um debate sobre o veganismo e a relação entre os animais e a natureza com Liliana Barros do Braga Animal Save, segue-se a questão da saúde e do veganismo com a presença da médica de família Ana João Martins, o desporto e a ausência de proteína de origem animal com Rafael Pinto e ainda do Braga para Todos, a Andréa Medeiros que mostrará que ser vegan transcende o nosso prato e abrange quase todos os produtos que usamos e quais as alternativas existentes.

Para terminar o workshop, onde será apresentada uma refeição vegan completa com o apoio da marca Celeiro, oferta para os participantes além de partilha das receitas, para Elda Fernandes é um programa completo e importante para quem se depara com questões: “ Há muitas dúvidas e na “sociedade da informação a um click” nem sempre usamos as melhores fontes, quem é vegano, quer ser, ou apenas deseja diminuir o consumo produtos derivados de animais ou testados nestes, precisa de ter informação clara, fidedigna, e há muitos dogmas para derrubar , neste sentido, este ano esforçamo-nos por ter um amplo painel de convidados que abarcam o ativismo, medicina, desporto de competição e a política. Queremos passar informação de qualidade para fomentar a reflexão quando as pessoas chegam a casa, despertar um olhar diferente para o prato que tradicionalmente têm à frente, informação para a leitura dos rótulos dos detergentes, produtos de higiene, etc. Na verdade, o objetivo é dar ferramentas às pessoas para cada uma pensar por si, porque isso é um ato de rebeldia, daqueles que podem salvar o nosso planeta, e mudar a concessão do homem no mundo.

Elda Fernandes deixa também o convite para acompanhar a atividade do Braga Animal Save, que decorre a partir das 9h no dia 1 de novembro de manhã, um dos grupos integrantes do The Save Movement que conta com 430 grupos espalhados pelo mundo, em mais uma vigília no matadouro de Nine, o evento pode ser consultado na página do Facebook do grupo de ativismo, sendo uma vigília pacífica que permite mostrar aos presentes o olhar de um animal condenado à morte: “ Trata-se de um ser vivo, sente, é dotado de pensamento concreto, presente nos mamíferos, mas por outro lado não tem direitos, não tem uma vida digna é apenas um número, e esta realidade acontece por causa dos humanos, do nosso egoísmo e da superioridade que acrescentamos à nossa existência, ir a uma vigília é uma experiência dura, mas essencial para entender o olhar do outro”.

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