Destaque Vila Verde

PS/Vila Verde abstém-se na votação do Orçamento Municipal para 2019

Redação
Escrito por Redação

O Partido Socialista (PS) de Vila Verde absteve-se na votação levada a cabo esta manhã em reunião de executivo, com vista a aprovar as Grandes Opções do Plano e Orçamento Municipal de Vila Verde para 2019, proposto pelo executivo Partido Social Democrata (PSD).

Em comunicado, os socialistas referem que, embora não concordassem com as opções estratégicas do executivo PSD, optaram pela abstenção para “que a maioria possa desenvolver o seu programa”.

Os socialistas apontam as “mais de 100 propostas” apresentadas para “mudar o paradigma político”, lamentando que “o executivo preferiu continuar com a mesma política que já tem mais de 20 anos”.

O PS/Vila Verde aponta mesmo “incapacidade” ao executivo PSD em “acompanhar os desafios dos novos tempos”. “Caso para dizer que estamos perante políticos que estão do poder há mais de 20 anos, com as mesmas políticas há mais de 20 anos, desfasados dos novos tempos e incapazes de se renovar, a eles e às suas políticas”, aponta o PS.

O PS/Vila Verde refere ainda que não foi ouvido para a elaboração do orçamento, evocando “estatuto de oposição”, clamando esse estatuto como “um direito”.

“Em democracia é assim: respeitam-se os direitos da oposição. Registamos que o presidente de câmara preferiu seguir um caminho não democrático. Mesmo assim, entregamos em tempo oportuno 103 propostas para enriquecer o documento em discussão, as quais não mereceram a atenção da maioria”, refere o comunicado.

“Algumas preocupações financeiras e económicas”

O PS manifesta “preocupação” relativa ao documento aprovado, dizendo que “não corresponde à realidade financeira do município, porque não estão previstos mecanismos de aumentar o controlo da gestão das finanças da autarquia e porque prevê um aumento significativo da carga fiscal”.

O PS diz que o documento prevê um aumento da carga fiscal, “considerando que estes valores dependem exclusivamente da vontade da maioria autárquica que poderia optar por valores mais baixos”.

Diz ainda que o “investimento previsto nos orçamentos ficam sempre muito longe do que é efetivamente executado”. “Para 2017 estava previsto um investimento de cerca de 5 milhões de euros depois verificamos que foi apenas de cerca de 2,9 Milhões, ou seja foram investidos menos 2,1 Milhões de euros do que o previsto. todos os indícios para o próximo ano vão no mesmo sentido”, dizem os socialistas, apontando ainda “processos judiciais do passado”, que, diz o PS, resultam de “erradas e duvidosas opções da autarquia, com possíveis implicações financeiras que não estão reconhecidas nas demonstrações financeiras”.

“Alguns exemplos de más opções políticas”

“A insistência da autarquia numa política assente em muitas Festas é uma preocupação”, aponta ainda o PS/Vila Verde, referindo um “atraso” em relação aos concelhos vizinhos devido a “gastos exorbitantes”, dando exemplo da “Gala Namorar Portugal”.

“É entendimento do PS que se deve manter a aposta em festas genuínas, como por exemplo as festas concelhias de Santo António ou as Festas das Colheitas, e de forma comedida apoiar atividades pelo concelho, com custos moderados, que traduzam a manutenção e o reforço das tradições vila-verdenses”, diz o comunicado.

“O orçamento promove a discriminação das diversas freguesias do concelho”

“Há freguesias que são completamente esquecidas”, alerta o PS, em relação ao Orçamento, dizendo que o mesmo “põe a nu a falta de estratégia do executivo PSD para resolver os problemas rodoviários do concelho”. “Atira a responsabilidades das estradas municipais para o futuro longínquo e incerto e no que diz respeito à Variante à EN101, constata-se que no Orçamento Municipal não consta nem um euro em rúbricas associadas à mesma”, diz o PS.

“Se todos estamos de acordo quanto à necessidade da Variante à EN101, o Município de Vila Verde tem a obrigação de, pelo menos, promover um estudo referente às acessibilidades rodoviárias concelhias, como forma de credibilizar a aspiração de um povo e assim estar em melhores condições de pressionar o governo quanto à necessidade da obra”; finaliza o comunicado dos socialistas.

Comentários

Acerca do autor

Redação

Redação