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Carlos Braga investiu mais 50 mil euros com bombeiros e voluntários em 2017

Carlos Braga - Presidente da AHBVVV (c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

A Autoridade Nacional da Proteção Civil aprovou a Prestação de Contas da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde (AHBVVV) com lucros na ordem dos 44 mil euros, para o ano de 2017.

Em documento a que o Semanário V teve acesso, com o parecer do Conselho Fiscal, é possível aferir que os ganhos durante o ano de 2017 por parte da AHBVVV cifraram-se na ordem dos 851 mil euros. Já quanto aos gastos, o valor aponta cerca de 807 mil euros. Em relação a 2016, é possível verificar que houve um investimento de cerca de 50,000,00€ extra para com o pessoal operacional daquela corporação.

O resultado líquido positivo relativo a 2017 é de 43.981,66 euros. Esse lucro foi transferido, conforme proposta da direção, para a conta no banco relativa a Resultados Transitados, que vai acumulando os lucros para investir em novas aquisições e investimentos futuros para aquela associação.

Segundo o tenente-general Carlos Mourato Nunes, presidente da ANPC, a análise às contas financeiras relacionadas com aquela autoridade nacional, encontram-se em conformidade com o estabelecido no Sistema de Normalização Contabilística para as Entidades do Setor Não Lucrativo.^

Diz a mesma autoridade que todos os 75 subsídios atribuídos pela ANPC à AHBVVV, foram corretamente contabilizados no relatório e contas da instituição que tutela os bombeiros em Vila Verde.

Segundo as notas explicativas do relatório e contas de 2017, é possível ler-se que no ano em curso regista-se o crescimento no serviço de transporte de doentes, com os serviços mensais a crescerem dos 10.000 euros em 2012 para 30.000 euros, em 2017.

A direção destaca ainda que, da parte dos serviços prestados ao Hospital de Braga, os pagamentos estão a ser feitos a oito meses, encontrando-se aquele hospital com uma dívida de 51.652,30€ no ano de 2017. A direção salienta que, em 2013, a dívida era de 164.026,00€.

Serviços prestados nos últimos cinco anos

De uma forma mais detalhada, foi possível constatar que o transporte de doentes foi o serviço remunerado que registou o maior aumento em relação a 2016, tendo registado 459.595 transportes de doentes. Um aumento de 42.050 em relação ao ano anterior. Este foi, aliás, o ano em que os Bombeiros de Vila Verde mais transportaram doentes. Em 2013, a corporação tinha transportado 389.691 doentes.

Outro dos aumentos registados em relação ao ano transato no que toca a serviços remunerados prende-se nos serviços prestados ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), com um total de 98.659 serviços prestados durante 2017. Mais 7.147 do que no ano anterior. No entanto, este não foi o melhor ano no que diz respeito a esse serviço, já que em 2015 foram registados 109.246 serviços prestados ao INEM. Em 2013, foram registados 82.197 serviços INEM.

Já no que diz respeito aos serviços prestados no Hospital de Braga, o número também diminuiu em relação a 2016, registando-se em 2017 o número de 92.403 serviços prestados pela corporação de Vila Verde àquele hospital público-privado.

O maior aumento de serviços prestados foi registado para com os centros de saúde e outras áreas pertencentes à ARS Norte, registando-se o número de 225.228 serviços. Em 2016, o número de serviços para a ARS Norte foi de 195.798. Já em 2013, o número de serviços para a ARS Norte cifrou-se nos 106.806, um crescimento de mais de 100%.

A AHBVVV registou ainda um aumento de 16% no que diz respeito a gastos com o pessoal, em relação ao ano de 2016. Em 2017, a direção teve um gasto total de 334,669,06€ com os operacionais. Em 2016 o gasto tinha sido de 288.220,01€. Registou-se assim um aumento no investimento para com o pessoal de quase 50.000,00€.

Já no que diz respeito a gastos com fornecimentos e serviços externos, a AHBVVV teve gastos na ordem dos 343.127,10€. Em 2016, os gastos foram de 298.503,74€, registando-se assim um aumento nos gastos com fornecedores e serviços externos a rondar os 45 mil euros.

Em comunicado, a direção da AHBVVV refere que as demonstrações financeiras referidas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materialmente relevantes, a posição financeira da instituição a 31 de dezembro de 2017, e o resultado das operações, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites, tendo como referencial o regime de normalização contabilístico para as entidades do setor não lucrativo.

O conselho fiscal da direção, responsável por elaborar o relatório de contas, congratula-se ainda pelo facto da direção da AHBVVV ter prestado informação detalhada para a qualidade final do R&C agora aprovado pela ANPC.

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Jornalista