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Festeiras trabalham todo o ano para ser “tudo dado” no S. Martinho de Moure

Fernando André Silva

Está em marcha durante este fim de semana as festas paroquiais de São Martinho de Moure, em Vila Verde, com três dias de muita animação popular e tradição e fé religiosa.

Este ano, e pelo quarto consecutivo, a comissão de festas é composta apenas por mulheres. Adelaide Lopes, Ermelinda Cerqueira, Júlia Alves e Maria de Lurdes Pereira trabalharam durante todo o ano para conseguir reunir fundos para proporcionar um magusto gratuito à população daquela freguesia.

Ao Semanário V, as festeiras explicam que, pelo menos há quatro anos que esta tradição ‘feminina’ se mantém. “Todos os anos são nomeadas pelo menos quatro mulheres”, explicam. Durante todo o ano de 2018, estas mulheres organizaram diversas iniciativas que resultaram na angariação de fundos, como cantar os reis,

“É o primeiro ano que somos festeiras. Esperamos muita alegria. Trabalha-se este ano todo para conseguir dar tudo nesta festa. Festeiras somos quatro, mas ao longo do ano, são dezenas de pessoas que nos ajudam para que hoje [sexta-feira] e amanhã seja tudo dado”, vincam as quatro festeiras.

“Trabalha-se o ano todo para conseguir dinheiro para comprar sardinhas e vinho para oferecer. Fizemos quase dez eventos, entre jantares, cantar os reis por várias freguesias, celebramos o Dia da Mulher, o Jantar dos Emigrantes, um pica-no-chão, organizámos uma caminhada no Dia da Mãe, e agora o dinheiro serve todos. As pessoas que participaram nesses eventos podem vir aqui celebrar o S. Martinho sem pagar nada”, vincam.

Para além das atuações de Ti Maria da Peida [sábado] e Anjinho [domingo], as festividades contam ainda com magusto e com a tradicional procissão, sermão cantado e eucaristia celebrada pelo Pe. Sandro Vasconcelos.

São Martinho foi ao São Martinho

João Silva é de Moure e toda a vida foi conhecido por São Martinho. “Este é o verdadeiro caldo verde, mas não me tocou à chouriça. Acho que foi porque não fui à missa. Esta festa é nossa, e eu até sou da família São Martinho. Não sei de onde vem o nome mas a minha família é, há muitas gerações, conhecida como São Martinho. Já os meus avós eram São Martinho”, explica, deixando os parabéns às quatro festeiras.

“A comissão de festas está de parabéns, está tudo muito bem, mas eu ajudei com um euro para a sopa porque sei que trabalham todo o ano. Eu sou da conferência vicentina, não pertenço a estas festas, mas venho cá apoiar. E no domingo cá estou para comer as castanhas e beber o vinho”.

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Jornalista