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Este trilho por bosques é dos mais belos de Portugal. E é em Vila Verde

Trilho do Vade (c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

O último domingo do mês [25] traz uma caminhada que passa por uma aldeia fortificada com séculos de história, cascatas com lagoa instagram friendly, e parte do percurso é numa antiga via romana que atravessa um bosque de árvores centenárias onde um elfo parece espreitar atrás de cada carvalho. Há também pontes romanas sobre o rio Vade e, no final, passadiços sobre um largo riacho que permitem observar a força da água, rodeados pela natureza em estado puro.

Trilho do Vade (c) FAS / Semanário V

As freguesias de Covas e Valões passam a receber parte das habituais caminhadas realizadas em Aboim da Nóbrega, e trazem novidades de cortar o fôlego aos amantes da natureza e do património antigo.

Falamos do Trilho de Aboim e Vade em nova caminhada a norte de Vila Verde organizada pelo Parque de Campismo de Aboim da Nóbrega e pela ATAHCA, com apoio das juntas de freguesia de Aboim da Nóbrega, Vade e do Município de Vila Verde.

Trilho do Vade (c) FAS / Semanário V

Domingos Costa, organizador, espera caminhar a bom ritmo no último domingo do mês, e assegura que alguns dos locais por onde passa o novo trilho parecem saídos de uma história encantada. E o V já foi lá espreitar.

“Não há parte deste percurso que não tenha o seu encanto. No novo percurso no Vade, numa mancha de floresta autóctone, passámos por verdadeiros bosques encantados. Em Aboim é a beleza que já muitos conhecem. Apareçam, nunca viram nada assim”, diz o organizador.

Trilho do Vade (c) FAS / Semanário V

Este evento é gratuito e de inscrição obrigatória através do mail campismoaboim@atahca.pt, para garantir seguro. Os participantes têm direito a almoço oferecido pelas juntas de freguesias locais e um lanche pelo caminho. Tem a duração de +/- sete horas [8h30 – 16h00] com 14 quilómetros de extensão e várias pausas pelo caminho, para contemplar as paisagens, gentes e património locais.

Percurso

As primeiras cascatas do rio Vade são o ponto inicial. Uma lagoa propícia a banhos em tempo quente encaminha os visitantes até à “Casa da Pequenina”, uma “aldeia dentro da aldeia”, com alguns séculos de história e uma muralha gigante que protegia de ataques os serranos. O musgo de inverno acompanha cada muro do trilho, encaminhando para a serra onde se sento o outono.

Casa da Pequenina em Aboim da Nóbrega / DR

O vale do Vade encaminha o percurso de mais uns quilómetros até saída de Aboim da Nóbrega, dando-se a estreia do trilho do Vade, junto a moinhos seculares que em nada devem aos mais belos percursos galegos do caminho de Santiago.

Por entre casas de rocha e granito, espigueiros antigos, regadios com paisagens campestres, entramos num bosque de árvores com centenas de anos, através de um antigo caminho construído por romanos, onde se atravessam sobre o Vade pontes desses tempos milenares. Uma delas é a Ponte da Agrela, com muitas histórias para contar.

Ponte romana / Vade (c) FAS / Semanário V

A pouca exploração humana daquela via no último século permite ainda encontrar vestígios de tempos idos. “Nunca se sabe se podemos encontrar moedas romanas pelo caminho”, diz o organizador.

Já perto do final do trilho, é reservada uma passagem em passadiços, ao longo de um dos muitos riachos do rio Vade, acompanhados por paisagem florestal e moinhos que o vão fazer querer marcar este evento na agenda.

Passadiços do Vade (c) FAS / Semanário V

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Fernando André Silva

Jornalista