Vila Verde

EPATV assume-se como Escola Protetora dos Direitos das Crianças

Redação
Escrito por Redação

A Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) hasteou ontem a Bandeira do Selo Protetor dos Direitos das Crianças, após uma sessão de divulgação da Declaração Internacional aprovada em 1949.
O Diretor da Escola, Dr. João Luís Nogueira, deu as boas vindas aos oradores convidados que mereceram um auditório repleto de alunos, desafiados a proteger os Direitos das Crianças e Jovens, numa sessão que contou coma participação da presidente da CPCJ de Vila Verde, Beatriz Santos, da Vereadora da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Fernandes, da irmã Emília Almeida, da Congregação da Sagrada Família, e de cinco técnicas da Escola de Psicologia da Universidade do Minho.
“Nós somos os primeiros responsáveis pela nossa proteção”, porque “se não o fizermos deixamos a nossa proteção na mão dos outros” — disse, em jeito de desafio aos alunos, o Director da Escola, até porque, “quanto maior capacidade tivermos de intervir, menor será a capacidade dada aos políticos ou ao Estado para intervir na nossa vida”. João Luís Nogueira anunciou a publicação de uma brochura que assinala os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, no dia 10 de Dezembro, em mais um gesto da EPATV para se “afirmar como escola inclusiva, solidária e humanista – “Todos estamos convocados a construí-la”.
A sessão abriu com a exibição de um vídeo sobre os Direitos da Criança realizado numa parceria dos Alunos do Curso Profissional de Design Gráfico e da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Vila Verde.
A Vereadora Júlia Fernandes elogiou o “excelente trabalho” que a EPATV desenvolve com projetos como o Eco-Escola, EPAjuda e o filme o “Girito” em parceria com a CPCJ” e formulou o desejo de levar “este Selo Protetor, que a EPATV ostenta a partir de hoje, a todas as escolas do concelho de Vila Verde”, no âmbito de uma candidatura à Rede Europeia de Cidades Amigas das Crianças”.
A Irmã Emília Monteiro centrou a sua abordagem nos nossos deveres para para promover os Direitos da Criança, dando testemunho do trabalho da sua Congregação em Angola e concluindo que “está nas nossas mãos começar a mudar este mundo”.
Ana Gonçalves, Andreia Silva, Catarina Alves, Delfina Fernandes e Karla Carvalho (Escola de Psicologia da Universidade do Minho) deliciaram o auditório com vários pequenos filmes sobre os novos perigos da Internet (ou Dark Net). O desafio para usar a Net com consciência deve levar toda a gente a estar atenta a novos riscos como o Sexting (evitar fotos íntimas porque na NET nada desaparece); Sextortion (extorsão de dinheiro em troca de imagens de carácter sexual), Cyberbullying (agressões psicológicas na Net), Grooming (crime sexual através da lenta aproximação), Gaming (vício dos jogos) e Stalking (perseguição às pessoas na Net).
Beatriz Santos aludiu ao trabalho e suas etapas das CPCJ na proteção das crianças num mundo onde uma em cada três raparigas e um em cada cinco rapazes são abusados sexualmente e cinco em cada cem crianças são vítimas de maus tratos ou negligência.
Sabe-se que 30 por cento destas crianças vão maltratar os seus filhos e 84% dos presos têm histórias de maus tratos na infância e 60% acabam por ser consumidores de drogas.
Em Portugal, a CPCJ lidou com 70 mil crianças, em 2017, país onde são vítimas sete crianças por dia, quase doze mil sofreram negligência e quase nove mil ficaram expostos a violência doméstica nas suas famílias.

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