Braga

Política. Francisco Mota (JP/Braga) debate redução de propina no ensino superior

Redação
Escrito por Redação

Francisco Mota, Presidente da JP de Braga e Vice Presidente da Comissão Política Nacional, marcou presença no debate sobre ensino superior e redução do valor máximo da propina promovido pelo Núcleo de estudantes de Ciência Política. Num debate intenso, com uma forte carga ideológica, Francisco Mota vincou de forma clara as posições sobre a matéria em causa, deixando algumas recomendações sobre a medida do Governo a que chama de “populista e eleitoralista” face à redução do valor da propina.

“Na base mais lunática da medida todos somos a favor dela, mas confrontados com a realidade, compreendemos que não há disponibilidade financeira para este tipo de loucuras. Alguém ficará a perder e não tenho dúvidas que em primeiro lugar serão as instituições de ensino superior e, como consequência a qualidade do ensino”, refere o bracarense.

“A JP é a favor da propina. Com isso, a JP não exclui ninguém do ensino superior, porque defenderá sempre uma acção social mais eficiente e eficaz no combate às dificuldades dos jovens portugueses”, realçou, apelidando a medida de “muito pouco democrática e demasiado demagógica”.

“O Partido Socialista não ouviu intervenientes do sector. Impôs uma realidade que ninguém estava à espera. Reitores, movimento associativo estudantil e até a própria tutela foram confrontados com um cenário para o qual não foram ouvidos nem envolvidos. A visão de um país não é feita no seio de negociatas partidárias nem muito menos a partir dos corredores do poder. Construir pressupõe ouvir”, realça o líder da JP bracarense.

“Esta alteração ao valor da propina não inclui estudantes no sistema, mas afasta os jovens com mais dificuldades. A redução do valor beneficia diretamente quem não precisa. No caso concreto da UMinho são cerca de 200 estudantes que vão perder a bolsa em, aproximadamente, 5.500 abrangidos atualmente pelo sistema de acção social. Aqueles que mais necessitam, beneficiários da bolsa máxima, perdem mais de 200€ anuais de apoio. Isto prova que fantasia e realidade é algo que está muito longe uma da outra, ainda para mais quando falamos da vida das famílias e dos  jovens portugueses”, diz Francisco Mota.

“A redução da propina implica uma diminuição em cerca de 50 milhões de euros no financiamento das instituições do ensino superior. Havendo esta disponibilidade financeira, em orçamento do estado, porque não se investiu esse valor na Acção Social direta? Se o governo ainda não transferiu as verbas com que se comprometeu com as IES, como podem estas confiar que serão compensadas no futuro?”, questiona.

“Mais uma vez não se reforma nada, não se pesam as alterações estruturantes necessárias ao sistema e ao sector. No fundo, começa-se a casa pelo telhado, com alicerces muito frágeis e sem consistência. Porque não se procura um novo quadro legislativo para o financiamento das IES? Aposta num programa integrado de alojamento para estudantes deslocados? Reformulação da rede de ensino superior?”, finaliza.

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